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Economia

Cade aprova transferência do controle da Tok&Stok para a concorrente Mobly

A transação triplicará o faturamento anual da nova empresa combinada para R$ 1,62 bilhão

Mobly adquire a Tok&Stok
Tok&Stok teve sua recuperação extrajudicial aprovada | Foto: Reprodução/site Tok&Stok

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a transferência do controle da rede de móveis Tok&Stok para a concorrente Mobly, informou a Folha de S.Paulo.

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira, 30. O acordo envolve um aumento de capital da Mobly, com a transferência de 60,1% da participação dos fundos da SPX na Tok&Stok para a Mobly, o que resulta em uma participação de 12% na nova companhia combinada.

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No mesmo dia do anúncio, a Tok&Stok teve sua recuperação extrajudicial aprovada pelo juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo.

Segundo o Cade, “considerando as estimativas de participação das partes nos mercados afetados…, conclui-se que a operação não possui o condão de acarretar prejuízos ao ambiente concorrencial”.

A transação ainda precisa ser aprovada em assembleia-geral extraordinária da Mobly. Com a conclusão do acordo, a Mobly operará 70 lojas físicas das duas marcas, além de seis centros de distribuição. O faturamento anual conjunto da nova empresa será triplicado e passará de R$ 542 milhões para R$ 1,62 bilhão, conforme dados divulgados anteriormente.

Prejuízos por causa da pandemia

Em junho de 2023, a Tok&Stok apresentou à Justiça dados sobre seus prejuízos, ao destacar os efeitos da pandemia e do aperto monetário, de acordo com o InfoMoney.

No processo, a varejista divulgou que que seu endividamento havia subido de R$ 8 milhões para R$ 361 milhões até 2021. A estimativa era que, em meados de 2023, a dívida da empresa já tivesse chegado a R$ 600 milhões.

Outro problema apontado pela Tok&Stok foi na migração de seu centro de distribuição e do sistema de controle de estoques entre 2020 e 2021, que teria causado um prejuízo de R$ 100 milhões ao faturamento.

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