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Economia

Caixa renegocia R$ 820 milhões no novo Desenrola e prevê uso do FGTS

Banco também registrou prejuízo de R$ 20 milhões com fraudes no Caixa Tem

Desenrola Brasil
A alteração permite que pessoas com o nível de certificação bronze também possam acessar a plataforma e renegociar suas dívidas | Foto: Reprodução/Redes sociais | Foto: Reprodução/Redes sociais

O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, informou nesta sexta-feira, 15, que o banco já renegociou R$ 820 milhões em dívidas por meio do novo Desenrola Brasil.

O programa foi relançado pelo governo federal em 4 de maio com o objetivo de ajudar famílias, estudantes e pequenos empreendedores a renegociar débitos e recuperar acesso ao crédito.

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Segundo a Caixa, a nova fase da iniciativa prevê juros reduzidos e possibilidade de uso do FGTS para abatimento das dívidas. Nesta semana, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Desenrola 2.0 já se aproximava de R$ 1 bilhão em renegociações.

Caixa Econômica Federal: sob análise do TCU | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Caixa Econômica Federal: sob análise do TCU | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Caixa diz que FGTS ainda não começou a ser usado

Durante entrevista coletiva em São Paulo, Vieira afirmou que ainda existe um “gap” na utilização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço no programa.

Segundo a diretoria da Caixa, o uso do FGTS nas renegociações deve começar a partir de 25 de maio.

O banco também informou que sofreu prejuízo de cerca de R$ 20 milhões no ano passado. O que causou foram fraudes e ataques cibernéticos envolvendo o aplicativo Caixa Tem. Vieira afirmou que a instituição ampliou os investimentos em tecnologia e que a expectativa é aplicar R$ 5,9 bilhões neste ano na área.

“Nós estamos agora com praticamente zero de ataques no Caixa Tem”, declarou.

Lucro da Caixa cai mais de 34%

A Caixa registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,5 bilhões no primeiro trimestre do ano. E queda de 34,4% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Segundo o banco, o resultado sofreu impacto do aumento das provisões para perdas com crédito, impulsionado pelas novas regras do Banco Central para cobertura de risco de inadimplência.

A carteira de crédito da instituição alcançou R$ 1,4 trilhão, puxada principalmente pelo financiamento imobiliário.

A inadimplência encerrou o trimestre em 3,71%. A vice-presidente de Riscos da Caixa, Henriete Sartori, afirmou que o setor agropecuário ainda preocupa o banco e pode gerar novos impactos nas provisões ao longo do ano.

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