A redução do imposto de importação sobre vinhos da União Europeia começa a redesenhar o mercado brasileiro e deve ampliar a presença de rótulos europeus nas prateleiras do país.
Em maio, a alíquota caiu de 27% para 24% com a entrada em vigor do acordo entre Mercosul e União Europeia. A tarifa continuará recuando gradualmente até zerar em 2034.
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Importadoras e produtores projetam queda nos preços ao consumidor nos próximos meses, além de aumento da concorrência entre vinhos europeus, argentinos e chilenos. A expectativa é que os descontos cheguem a 10% em alguns rótulos.
O movimento ocorre em um momento de maior interesse de vinícolas da Europa pelo mercado brasileiro. Segundo representantes do setor, a retração da demanda na China e as tarifas impostas pelos Estados Unidos levaram produtores a buscar novos mercados com potencial de crescimento.
Brasil terá maior oferta de vinhos

Empresas do setor estimam expansão das importações de vinhos europeus ainda neste ano. A expectativa é de alta tanto nos rótulos de entrada quanto nos segmentos premium, impulsionada pela redução tarifária e pelo aumento da oferta.
Portugal aparece entre os principais beneficiados pela mudança. Produtores portugueses projetam ganho de participação no mercado brasileiro, enquanto importadores avaliam que a maior concorrência também deve pressionar argentinos e chilenos a adotar estratégias mais agressivas de preços.
Executivos do setor afirmam ainda que o acordo entre Mercosul e União Europeia deve estimular a diversificação dos portfólios no Brasil, com maior oferta de vinhos franceses, italianos, espanhóis e portugueses, além de categorias como espumantes e rótulos de menor teor alcoólico.
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