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Economia

Campos Neto: 'Elevaremos a taxa de juros se for necessário'

Presidente do Banco Central reconheceu que Brasil é um dos poucos países em que a curva precifica alta da Selic, e não corte

Campos Neto reconheceu que atualmente o Brasil é um dos poucos países em que a curva precifica alta de juros | Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Campos Neto reconheceu que atualmente o Brasil é um dos poucos países em que a curva precifica alta de juros | Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, reforçou nesta sexta-feira, 16, que os dirigentes da autarquia não estão dando nenhuma orientação sobre as próximas decisões de política monetária, mas afirmou que os juros podem subir caso seja necessário.

“Todos os diretores estão adotando nosso discurso oficial”, disse Campos Neto durante um evento do Banco Barclays, em São Paulo. “Estamos reforçando que não estamos dando nenhum guidance [orientação], mas que faremos o que for necessário para levar a inflação à meta. Elevaremos a taxa de juros se for necessário.”

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O dirigente do BC mencionou que todas as decisões do colegiado têm sido tomadas de forma unânime.

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Discurso de Campos Neto está alinhado com Galípolo sobre juros

Os comentários de Campos Neto estão em linha com as declarações do diretor de Política Monetária, Gabriel Galípolo, que afirmou nesta segunda-feira, 12, que existe a probabilidade de mais de 70% de o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentar a taxa Selic em 25 pontos-base em setembro.

Durante o evento, Campos Neto reconheceu que atualmente o Brasil é um dos poucos países em que a curva precifica alta de juros, e não corte. O presidente do BC ponderou, no entanto, que o Brasil também foi o primeiro a iniciar o movimento de baixa de juros, sendo seguido depois por outros países.

Leia também: “‘Vai sentir falta de mim quando eu for embora’, diz Campos Neto a deputado do PT”

O dirigente afirmou que o BC está “muito incomodado” com a desancoragem das expectativas de inflação, que ainda não retornaram à meta de 3%. Segundo ele, a instituição está atenta a essa questão.

A meta contínua de inflação do BC é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual. No relatório Focus, a mediana das projeções de inflação para 2024 é de 4,20% e para 2025 é de 3,97%, ambas acima da meta.

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2 comentários
  1. Osmar Vinicius Padula Junior
    Osmar Vinicius Padula Junior

    Esperamos que Galípolo não se renda ao processo de destruição do pais imposto e encabeçado pelo PT. Sabemos qual o desejo do “Larápio de 9 dedos” e do “Poste Taxad”

  2. Antônio de Padua de Oliveira
    Antônio de Padua de Oliveira

    AGINDO COM A SERIEDADE NECESSÁRIA. INFORMANDO O QUE SE DEVE SABER. NÃO O QUE SE GOSTARIA DE SABER !!!

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