Cargos extintos custam R$ 8,2 bilhões aos pagadores de impostos

O funcionalismo público abriga de datilógrafos a 'ascensoristas'
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A reforma administrativa está parada no Congresso
A reforma administrativa está parada no Congresso | Foto: Ana Volpe/Agência Senado

Imagine contratar alguém por 30 anos sem poder demitir essa pessoa. Pense, agora, que a profissão dela pode deixar de existir em menos de três décadas. É o que ocorre no funcionalismo público brasileiro, que abriga “ascensoristas”, “classificadores de cacau”, “operadores de computadores”, entre outros cargos obsoletos. No momento há 3 mil datilógrafos no serviço público federal; custaram R$ 400 milhões ao contribuinte em 2020. Ao todo, há cerca de 70 mil funcionários ocupando cargos que foram extintos. Seu custo é de R$ 8,2 bilhões por ano, informou o jornalista J.R. Guzzo, em artigo veiculado por Oeste.

“A reforma administrativa está travada. Mas será que não se pode mexer nem nessa história das profissões que não existem mais? Não, não pode, dizem a esquerda e os centristas-equilibrados-social-democratas. E deixar assim como está, mas mudar para os novos contratados, pelo menos? Não, também não pode. Não pode nada. Não insista, senão você ainda acaba na CPI da Covid, levando pancada da turma que defende ‘a vida’ e que não pode nem ouvir falar em reforma administrativa”, acrescentou o jornalista, no artigo.

Leia também: “Servidores, a casta privilegiada não atingida pela crise”, artigo de Ricardo Almeida publicado na Edição 8 da Revista Oeste

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9 comentários

  1. Gente, que país é esse onde o povo não quer mudar pra melhor e prefere seguir achatando seu estilo de vida em prol de pessoas que nada produzem??
    deixando de dar melhores condiçoes aos seus para dar aos outros… quanto ‘altruísmo’…..
    Bóra mudar esse pais e acabar com essas mazelas. Vamos apoiar as reformas!!

  2. Eles deveriam listar todos os absurdos e colocar em um site especifico para que a poplação entendesse de forma clara.
    Usar a expressão “contribuinte” em um país com milhões de analfabetos funcionais, não ajuda no entendimento da matéria.
    Sejam claros: Seu dinheiro, aquele que sai do seu bolso ao comprar produtos como XPTO e XYZ, paga estes absurdos!

  3. Boa tarde.

    Acho que deveria requalificar estas pessoas, que estão em cargos que não tem mais função, aposentar os mais velhos, que teem interesse e fazer programa de demissão voluntária.

  4. Ê, Cristyan!
    Pelo jeito ninguém da revista leu o comentário que deixei no artigo do Guzzo. Aí vem você repetir tolices…
    Faz o seguinte, estuda Direito Administrativo antes de publicar alguma coisa sobre o serviço público. Principalmente a parte sobre Agentes Públicos, será muito útil para elaborar textos conexos sobre a Reforma Administrativa. Usar argumentos fundamentados no senso comum apenas vai alimentar lendas urbanas.

    1. Pois é, isso mostra o quanto o “direito administrativo” está desconexo da realidade, precisamos com urgência da reforma administrativa e de mudanças nas leis que estabelecem alguns absurdos no serviço público.

  5. Disse lá e repito aqui, não é porque o cargo foi extinto que o servidor deixa de trabalhar. Existe o instituto da redistribuição para esses casos. É falsa a afirmação que sugere o gasto de 8 bilhões com salários para funcionários que não trabalham! Tremenda estultícia! Se o cargo deixar de existir o sujeito vai imediatamente para outro órgão que precisa de gente.
    O estatuto dos servidores federais é um exemplo, LEI Nº 8.112, DE 11 DE DEZEMBRO DE 1990.
    Dá uma lida no artigo 37 dessa lei antes de escrever tanta bobagem. Dá o nome de pelo menos cinco datilógrafos que estão ganhando sem trabalhar para embasar a sua tese.
    Fico triste porque a Reforma Administrativa é muito importante para ser tratada superficialmente. Precisa entender do negócio antes de dar palpite.
    Sabe qual o prêmio para o servidor que trabalha bem e faz além do que é esperado? Mais trabalho! A máxima é: “Burro bom, carga nele!”
    Uma sugestão para melhorar a produtividade é remuneração variável. Trabalhou mais, ganha mais. Não é assim na iniciativa privada?

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