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Economia

China quer expandir demanda doméstica

Partido Comunista está preocupado com a velocidade do crescimento do país

China | Segundo dados no Banco Mundial, a China contou com um crescimento baixo, de 3%, em 2022 | Foto: SlonPics/Freepik
Autoridades já aplicaram medidas semelhantes contra conteúdos críticos ao regime e publicações favoráveis à militância LGBT | Foto: SlonPics/Freepik

A China pretende expandir sua demanda interna, a fim de garantir uma rápida recuperação econômica e de promover um crescimento estável em 2024. Os objetivos estão no relatório provisório sobre o 14º plano quinquenal, publicado pelo Parlamento de Pequim.

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Segundo Zheng Shanjie, chefe do órgão de planejamento econômico estatal, em reunião na terça-feira 26, a China “priorizará” a restauração e a expansão do consumo, estabilizará o consumo do atacado e promoverá o consumo de serviços. O executivo também disse que acelerará as reformas com destino à faixa de renda média do país.

Nos últimos meses, o governo tem divulgado medidas para sustentar a recuperação econômica pós-pandemia; a economia também foi prejudicada pela crise no mercado imobiliário, pelos riscos da dívida dos governos locais e pelo crescimento global lento.

Leia também: “Economistas estimam desaceleração de crescimento do PIB da China em 2024”

Segundo dados no Banco Mundial, a China contou com um crescimento baixo, de 3%, em 2022. A preocupação se dá pelo fato de o país sofrer uma desaceleração do crescimento da sua economia, depois de um resultado mínimo de 2,2% na pandemia, em 2020.

Confira o PIB do país nos últimos 11 anos:

  • 2012 – 7,9%
  • 2013 – 7,8%
  • 2014 – 7,4%
  • 2015 – 7%
  • 2016 – 6,8%
  • 2017 – 6,9%
  • 2018 – 6,7%
  • 2019 – 6%
  • 2020 – 2,2%
  • 2021 – 8,4%
  • 2022 – 3%.

Shanjie diz que a China precisa “acelerar desenvolvimento tecnológico”

China
‘A China precisa acelerar os avanços em importantes tecnologias essenciais’, afirmou Zheng | Foto: Reprodução/China Daily

De acordo com Shanjie, a China precisa acelerar seu desenvolvimento tecnológico para superar o bloqueio das exportações de tecnologia que alguns países impuseram a Pequim.

Leia também: “China congela crédito de US$ 6,5 bilhões à Argentina”

“A China tem de acelerar os avanços em importantes tecnologias essenciais, atingir um alto nível de autossuficiência científica e tecnológica e evitar que as tecnologias e os setores fiquem ‘trancados’ nos segmentos de baixo e médio porte”, afirmou o executivo

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