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Economia

CNI pede diálogo depois de governo Lula autorizar retaliação à tarifas dos EUA

Embora o Palácio do Planalto tenha decidido aplicar a Lei da Reciprocidade, comunicada à Camex, a entidade afirma que a prioridade deve ser o diálogo

lula
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, discursa durante cerimônia de assinatura de medida provisória que estabelece um conjunto inicial de ações para mitigar o impacto econômico da decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de aumentar as tarifas de importação de produtos brasileiros para até 50%, no Palácio do Planalto, em Brasília, DF, (13/8/2025) | Foto: Reuters/Adriano Machado

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manifestou cautela depois de o governo Lula autorizar nesta quinta-feira, 28, a abertura do processo para possível uso da Lei da Reciprocidade em resposta ao aumento de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Apesar da decisão do Palácio do Planalto comunicada à Câmara de Comércio Exterior (Camex), a entidade defende a ideia de que a prioridade ainda deve ser o entendimento.

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“O setor industrial continuará buscando os caminhos do diálogo e da prudência, e avalia que não é o momento para a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica”, afirmou a entidade por meio de nota. Para a indústria, as economias dos dois países são complementares, e a manutenção da relação bilateral, construída ao longo de mais de dois séculos, é fundamental.

Como parte da estratégia para preservar o diálogo, mais de cem líderes empresariais da CNI partirão, na próxima semana, para Washington. Estão previstas reuniões com autoridades norte-americanas e representantes do setor privado local, além de preparativos para audiência pública marcada para o dia 3 de setembro sobre a investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.

Ainda que o governo brasileiro tenha dado início formal à aplicação da Lei da Reciprocidade, as autoridades seguem buscando negociação. O Itamaraty informou que o trâmite poderá levar até sete meses, contemplando consultas e direito ao contraditório para os EUA. O presidente Lula justificou a medida ao revelar que os ministros Geraldo Alckmin (PSB-SP), Fernando Haddad (PT-SP) e Mauro Vieira (sem partido-RJ) não vêm obtendo resposta de Washington.

Além disso, o Brasil acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC) e contratou um escritório de advocacia nos Estados Unidos para defender seus interesses.

Posicionamento do governo Lula sobre retaliações

Nesta sexta-feira, 29, o presidente Lula declarou que não pretende apressar a aplicação da Lei da Reciprocidade contra os EUA, mesmo tendo autorizado o início do processo pela Camex. A lei, sancionada em abril, possibilita retaliação a medidas unilaterais, como a tarifa de 50% imposta pelos EUA.

“Eu não tenho pressa de fazer qualquer coisa com a reciprocidade contra os Estados Unidos. Tomei a medida porque eu tenho que andar o processo”, disse Lula à Rádio Itatiaia. O presidente acrescentou que, havendo interesse dos norte-americanos em negociar, o Brasil também está disposto.

Leia também: “A anistia inevitável”, artigo de Augusto Nunes e Branca Nunes publicado na Edição 255 da Revista Oeste

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4 comentários
  1. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    O Brasil exporta um valor mínimo, em relação às exportações macro dos estados unidos. Realmente a diplomacia brasileira, e o atual governo perderam o controle, subestimam a águia. E quem na verdade será penalizado, sim será a sociedade brasileira menos capitalizada.

  2. CARLOS BRASILIANO DA SILVA
    CARLOS BRASILIANO DA SILVA

    É a barata brigando com a lata de baygon, pior que a culpa é deste governo e ele põe em quem ele quiser!

  3. ANTONIO MARCOS MARTINS DE ANDRADE
    ANTONIO MARCOS MARTINS DE ANDRADE

    Quer negociar o quê ? o maluco fala mal dos EUA, diz que quer eliminar o dolar, Chama o cara de imperador e depois vem com essa conversa de eles não estão atendendo ? Existe algum problema cognitivo com esse governo. Manda ele falar mal do Putin e xingar a Russia e depois tenta comprar fertilizante. País de idiotas

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