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Economia

Com alta do IOF, governo bate recorde de arrecadação em julho

Tributos arrecadados chegaram a R$ 254 bilhões, maior volume para o mês desde 1995

Receita Federal
Receita Federal contabilizou arrecadação recorde em julho | Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo

A arrecadação federal alcançou R$ 254,2 bilhões em julho, estabelecendo um novo recorde para o mês desde 1995, conforme dados divulgados pela Receita Federal nesta quinta-feira, 22. O crescimento foi de 4,6% em termos reais na comparação com julho do ano anterior, quando o valor foi de R$ 243,1 bilhões.

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O avanço observado neste ano teve como principal motor o aumento recente do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), determinado pelo governo Lula em maio. A elevação do imposto chegou a ser suspensa pelo Congresso Nacional em junho, mas voltou a vigorar, com modificações, depois de decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes em meados de julho.

Impactos na arrecadação de julho

Segundo a Receita Federal, a arrecadação elevada no mês se deve, principalmente, às operações de saída de moeda estrangeira, crédito para empresas e negociações de títulos ou valores mobiliários, impactadas por mudanças legislativas recentes.

+ Ives Gandra: IOF e sua natureza regulatória

“A arrecadação do período pode ser justificada, principalmente, pelas operações relativas à saída de moeda estrangeira, a crédito destinado a pessoas jurídicas e referentes a títulos ou valores mobiliários, sobretudo em decorrência de alterações legislativas recém-ocorridas”, afirmou o órgão.

Arrecadação em julho | Foto: Reprodução/Receita Federal
Arrecadação em julho | Foto: Reprodução/Receita Federal

Além disso, a tributação sobre apostas on-line, conhecidas como bets, garantiu um reforço de R$ 928 milhões aos cofres públicos em julho. No acumulado de janeiro a julho, a arrecadação federal somou R$ 1,68 trilhão, valor ainda sem o ajuste pela inflação.

Meta fiscal

Esses resultados são estratégicos para o governo, que busca cumprir a meta fiscal de 2025, mesmo sem cortar despesas, que aumentaram consideravelmente no governo petista.

A meta fiscal é o equilíbrio entre receitas e despesas, com tolerância entre déficit de R$ 31 bilhões e superávit de R$ 31 bilhões, o que representa 0,25% do PIB. Estimativas do governo, apresentadas no fim de julho, indicam um déficit de R$ 26,3 bilhões, valor R$ 4,6 bilhões menor que o limite mínimo estabelecido na meta fiscal.

Leia também: A agonia do Banco do Brasil, reportagem publicada na Edição 280 da Revista Oeste

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