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Economia

‘Comunicado da Petrobras é pouco esclarecedor’, diz economista

Ecio Costa, da Universidade Federal de Pernambuco, aponta falhas da estatal ao anunciar nova política de preços

Petrobras
Economista criticou a falta de transparência da Petrobras ao anunciar a nova política de preços de combustíveis | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O economista e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Ecio Costa criticou a falta de transparência da Petrobras ao anunciar a nova política de preços de combustíveis a ser adotado pela estatal. Costa conversou com Oeste nesta terça-feira, 16.

“A transparência pelo comunicado deixou muitas pessoas em dúvida”, alertou o economista. “Precisa de mais esclarecimentos, porque quando você tinha uma PPI [preços de paridade de importação] a regra já estava bem definida, apesar de que o repasse não era de imediato, a Petrobras sempre segurava muitas vezes esse repasse e agora você vai ter que acompanhar as variações do custo alternativo dos fornecedores e concorrentes, assim como a precificação por meio do valor marginal.”

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Na visão de Costa, pouca coisa deve mudar na nova formulação de preços adotada pela estatal. Além disso, ele observa que a redução anunciada nesta terça pela Petrobras é um reflexo da paridade de preços internacionais.

“A redução de hoje ela já estava precificada na PPI”, observou o economista. “Porém, sobre essa nova política de preços, o comunicado está pouco esclarecedor, porque ao falar do ‘custo alternativo do cliente’, é perceptível que a Petrobras vai acompanhar o preço do exterior.”

A respeito do valor marginal para a Petrobras, que é uma das características da nova política de preços da estatal, Ecio Costa analisa que a medida ainda deve levar em consideração o preço internacional.

“Isso tem a ver com justamente com o custo da Petrobras, que seguirá analisando o preço do barril de petróleo”, explicou. “A gente produz petróleo, mas não somos autossuficientes, porque ainda precisamos importar petróleo de outras qualidades para a demanda dos combustíveis internos. Então, você termina estando sujeito inevitavelmente ao preço do barril de petróleo internacional, pois ao analisar o valor marginal, veremos o custo em relação ao preço.”

Desabastecimento de combustíveis

Ecio Costa, economista e professor universitário | Foto: Divulgação

O economista alertou também que, caso a estatal opte por recusar e seguir os preços do mercado, o Brasil corre risco de desabastecimento. Isso porque “se os preços praticados ficarem abaixo dos preços internacionais do preço do barril do petróleo, os importadores não farão a importação desses produtos, o que vai sobrecarregar a Petrobras.”

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2 comentários
  1. Washington Alencar
    Washington Alencar

    CARA,VOCÊS ESTÃO ACREDITANDO NESSA CONVERSA FIADA DO PT? ELES ESTÃO PAGANDO UMA MONTANHA DE DINHEIRO AS EMISSORAS DE TV PARA JOGAREM ESSA NOTÍCIA EM SEUS JORNAIS,É TUDO MENTIRA ESSES VAGABUNDOS COMUNISTAS SÓ SABEM MENTIR,ESSES PREÇOS AINDA É DA DIMINUIÇÃO DO ICMS DOS ESTADOS ELE NÃO VÃO MEXER NISSO PORQUE DEU RESULTADO.

  2. Christian
    Christian

    Nada que sai deste Governo é confiável.
    Não precisa ser economista para ter essa noção.

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