A inflação oficial do Brasil desacelerou para 0,58% em maio, depois de marcar 0,67% em abril, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 12. Apesar da trégua, foi a maior taxa para o mês desde 2021, quando o IPCA ficou em 0,83%.
O resultado também veio acima da mediana das projeções do mercado financeiro, de 0,53%, segundo a Bloomberg.
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No acumulado em 12 meses, o IPCA avançou a 4,72%, ante 4,39% em abril. Com isso, a inflação voltou a superar o teto da meta perseguida pelo Banco Central, de 4,5%, o que não ocorria desde outubro do ano passado.
Os alimentos foram o principal fator de pressão. O grupo alimentação e bebidas teve alta de 1,33% e respondeu por metade da inflação do mês, com impacto de 0,29 ponto porcentual.
Inflação pressiona consumo em domicílio

A alimentação no domicílio subiu 1,65%, puxada por batata-inglesa (44,69%), tomate (20,62%), cebola (16,8%) e carnes (1,39%). Segundo o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, os aumentos refletem menor oferta e também a alta do frete, influenciada pelo encarecimento dos combustíveis.
O diesel recuou 2,34% em maio, mas a queda não compensou as altas anteriores. O combustível havia subido 13,9% em março e 4,46% em abril.
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Para o segundo semestre, o risco é que o El Niño pressione ainda mais os preços dos alimentos, ao alterar o regime de chuvas e afetar a produção agropecuária. Economistas já revisaram para cima as estimativas para alimentação no domicílio em 2026 e projetam alta de 7% ou mais no acumulado do ano.
No Boletim Focus mais recente, divulgado pelo Banco Central na segunda-feira 8, o mercado passou a estimar IPCA de 5,11% em 2026. Foi a 13ª alta consecutiva da projeção.






































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