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Economia

Crise: depois de 100 anos de protagonismo, livraria Saraiva decreta falência

Nos últimos anos, livrarias apresentam dificuldade de permanecer no mercado brasileiro.

Livraria Saraiva Falência
Em recuperação judicial desde 2018, Saraiva decreta autofalência. | Foto: Reprodução/Saraiva

A renomada Livraria Saraiva, fundada em 1914, apresentou um pedido de autofalência perante a 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo.

Esse ato é uma admissão formal da empresa quanto à sua incapacidade de cumprir suas obrigações financeiras, marcando um possível final de sua trajetória.

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A livraria já foi sinônimo de prosperidade no mercado cultural brasileiro, com mais de cem lojas físicas e forte atuação online, foi reconhecida como uma gigante do setor.

No entanto, a empresa começou a enfrentar sérios desafios durante a crise econômica de 2014, no governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

Livraria Saraiva falência
Após três tentativas de venda, Livraria Saraiva se vê obrigada a decretar autofalência. | Foto: Reprodução/Livraria Saraiva

O que levou a Saraiva a decretar autofalência?

Os motivos apresentados pela companhia destacam os desafios logísticos brasileiros, o endividamento em função da rápida expansão que a empresa ambicionava e a desconfiança do mercado em aportar capital no setor editorial brasileiro.

Fortemente endividada, Saraiva fechou lojas, entrou em recuperação judicial e tentou, sem sucesso, vender operações.

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Desde então, a empresa demitiu funcionários e perdeu executivos importantes, ficando obrigada a finalizar suas operações presenciais e focar exclusivamente na venda on-line.

Com a situação agravada, restou para empresa admitir sua incapacidade de liquidar suas dívidas e declarar autofalência.

Conforme a legislação brasileira, o pedido de falência pode ser solicitado por credores, acionistas ou pela própria empresa endividada, sendo este último chamado de “pedido de autofalência”.

Qual a situação da empresa e o que podemos esperar para seu futuro?

A situação financeira da Saraiva é grave. No segundo trimestre de 2023, a empresa evidenciou um prejuízo operacional de R$ 11 milhões, marcando uma queda de 60,2% na receita das lojas.

A empresa tentou três vezes vender seus ativos, mas não conseguiu encontrar compradores no mercado.

Atualmente a falência parece inevitável, marcando o fim de uma era para a Saraiva e representando mais um capítulo desafiador na história de crise das livrarias brasileiras.

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O próximo passo será a formalização da falência pela Justiça, seguida pela distribuição dos ativos entre os credores, com prioridade para as dívidas trabalhistas e fiscais. Esse desfecho levanta questões sobre a gestão e o modelo de negócios que levaram uma empresa tão tradicional a essa situação precária.

1 comentário
  1. RODRIGO DE SOUZA COSTA
    RODRIGO DE SOUZA COSTA

    Me dói o coração ler uma notícia dessas. Significa que o Brasil está se tornando mais ignorante. Um pena, que gerações teremos adiante?

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