O leilão de reserva de capacidade realizado em março pode elevar a conta de energia dos brasileiros em até 7,5% até 2032. Estudo da TR Soluções estima que o certame acrescentará R$ 48 bilhões por ano às tarifas de energia, custo que será repassado gradualmente aos consumidores.
O leilão contratou o maior volume de potência da história do setor, com investimentos estimados em R$ 64,5 bilhões. A medida busca garantir energia disponível nos momentos de pico de demanda, mantendo usinas prontas para serem acionadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
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Os primeiros efeitos devem aparecer já em agosto, com alta média de 0,4% nas contas.
Segundo a TR Soluções, os consumidores arcarão com R$ 515,7 bilhões em receitas destinadas aos geradores vencedores ao longo dos contratos. A maior parte das usinas começará a operar entre 2028 e 2031, ampliando progressivamente o impacto tarifário.
Aumento da conta de energia será gradual

A estimativa é que o reajuste acumulado alcance 7,5% em 2032. Especialistas afirmam que a contratação era necessária para garantir a segurança energética do país.
O coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Nivalde de Castro, disse que o leilão concentrou cerca de três anos de crescimento da demanda por potência. Segundo ele, a expansão das fontes solar e eólica aumentou a necessidade de usinas capazes de atender os horários de maior consumo.
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O leilão foi indagado no Tribunal de Contas da União (TCU), na Justiça Federal, no Ministério Público Federal e no Conselho Administrativo de Defesa Econômica. Nesta semana, porém, o subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU, Lucas Furtado, recuou do pedido de suspensão do certame.
Ele afirmou que sua análise inicial deu peso excessivo ao custo para os consumidores e subestimou a importância da segurança do sistema. A Abrace, que representa grandes consumidores de energia, considera que o volume contratado foi excessivo e estima impacto de até 10% nas tarifas.
Já a Associação Brasileira de Geradoras Termelétricas sustenta que o leilão reduz o risco de apagões e racionamentos e cita estudo que projeta prejuízos de R$ 970 bilhões ao país em 15 anos caso a contratação não tivesse sido realizada.





































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