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Economia

Custos da construção sobem 1,78% em maio

Dados do IBGE mostram que acumulado em 12 meses teve alta de 18,18%, um recorde

construção civil
Rio de Janeiro - O prefeito Eduardo Paes inaugura sala de visitação do Museu do Amanhã, em construção no Pier Mauá, na zona portuária do Rio. Na foto o canteiro de obras do Museu do Amanhã.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quarta-feira 9, os dados do Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), que encerrou o mês de maio com alta de 1,78%. Em abril, o indicador subiu 1,87%. No acumulado de 12 meses, a taxa registrou um aumento de 18,18%, a maior alta da série histórica, ficando acima dos 16,31% registrados nos 12 meses anteriores. De janeiro a maio,  ficou em 8,71%. Já em maio de 2020, o Sinapi foi de 0,17%.

O custo nacional da construção por metro quadrado passou de R$ 1.363,41, em abril, para R$ 1.387,73, em maio, sendo que, desse total, R$ 810,08 são relativos aos materiais e R$ 577,65 à mão de obra, conforme dados do IBGE.

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Influenciada pelos dissídios coletivos homologados no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, a parcela relativa à mão de obra subiu 0,58% em maio, 0,40 ponto percentual acima do registrado em abril (0,18%). No acumulado de 12 meses, houve uma alta de 3,44%. Comparando com maio de 2020, o número ficou 0,44 ponto percentual maior que o registrado naquele mês (0,14%).

De acordo com o levantamento, os materiais ficaram 2,66% mais caros (queda de 0,48 ponto percentual em relação a abril, quando a taxa fechou em 3,14%). Houve aumento de 2,47 pontos percentuais, na comparação com maio de 2020. Segundo o gerente do Sinapi, Augusto Oliveira, a alta nos materiais foi puxada pela influência do aço.

“Houve alta generalizada nos preços dos materiais em todo o país, sobretudo na Bahia, que teve a maior alta, 4,94%. Os materiais também apresentam o maior índice acumulado dos últimos 12 meses de toda a série histórica, 31,58%. Dentre eles, aqueles que têm aço como matéria prima de produção continuaram com forte influência, já evidenciada em meses anteriores. Estamos trocando meses com variações baixas no ano passado por variações altas em 2021”, afirma.

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Com informações Agência Brasil

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