Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você
O governo do Distrito Federal está em negociações para um empréstimo de R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Créditos para cobrir o rombo deixado pelo Banco Master no Banco Regional de Brasília. A operação, que não será concluída nesta terça-feira, 30, como prometido, ainda depende do aval de bancos públicos e privados. O secretário de Economia, Valdivino de Oliveira, afirmou que a negociação está avançando, mas é demorada.
O governo do Distrito Federal (GDF) segue em negociação para conseguir um empréstimo de R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a operação de socorro ao Banco Regional de Brasília (BRB) não deve ser concluída nesta terça-feira, 30, como o GDF havia prometido.
+ Leia mais notícias de Economia em Oeste
Receba nossas atualizações
O dinheiro tem como objetivo cobrir o rombo deixado pelo Banco Master no BRB. A administração distrital ainda negocia com bancos públicos e privados que poderão servir como avalistas da operação.
Empréstimo ao BRB depende de aval de bancos públicos e privados
O secretário de Economia do Distrito Federal, Valdivino de Oliveira, afirmou que o negócio está avançando, mas o governo ainda ajusta os detalhes. Ele acredita que a conclusão pode sair nesta semana, mas descarta o acerto para esta terça.
O secretário afirmou que o volume de dinheiro é considerável e o processo é demorado. “Não sai assim da noite para o dia”, disse.
Os bancos ainda precisam concordar com a operação e assinar contrato com o Distrito Federal. A cúpula do GDF pediu juros reais de 4,5% ao ano, mas a proposta ainda não foi aceita pelas instituições financeiras.
O acordo fechado no STF
O Distrito Federal e a União fecharam um acordo no Supremo Tribunal Federal (STF). O entendimento prevê a contratação de um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões com o FGC. O valor será destinado ao BRB.
Bancos públicos e privados poderão dar aval ao empréstimo, que dispensa a garantia do Tesouro Nacional. O governo afirma que o acordo no STF e a lei distrital dão base jurídica ao negócio.
Leia mais: “Mais da metade da população considera ruim ou péssima a situação econômica do Brasil, diz pesquisa”
O arcabouço também prevê o uso das transferências da União ao Fundo de Participação dos Estados (FPE) e ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Esses recursos funcionariam como contragarantia em caso de inadimplência.
Empréstimo ainda enfrenta dúvidas do setor financeiro
De acordo com o secretário, o governo faz neste momento uma troca de documentos e comunicações com as instituições financeiras para fechar o contrato. Ele afirmou que operações desse porte costumam levar mais tempo do que negociações bancárias comuns.
O setor financeiro havia questionado se o governo poderia dar as transferências do FPE e do FPM como garantia em operações com bancos privados. Segundo o secretário, a legislação distrital não faz essa distinção.
A definição dos juros e das garantias deve determinar o custo final do empréstimo para o Distrito Federal nos próximos 15 anos. O governo enfrenta atualmente um rombo bilionário no caixa.
Leia mais: “Contas do governo ficam no vermelho em R$ 53 bilhões em maio, diz Tesouro”
Vamos trabalhar mais, pagar mais impostos, para cobrir esses rombos, que os gestores e públicos e políticos corruptos deixam para a população.