Desemprego cai para 13,9% no 4º trimestre

É a terceira queda registrada pelo IBGE
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IBGE responsabiliza as medidas de restrição pelos impactos negativos que o mercado de trabalho sofreu
IBGE responsabiliza as medidas de restrição pelos impactos negativos que o mercado de trabalho sofreu | Foto: Marcelo Casal Jr. / Agência Brasil

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o desemprego no Brasil teve a terceira queda seguida. No trimestre encerrado em dezembro, a taxa foi de 13,4% (13,9 milhões de pessoas). Os dados constam no mais recente estudo do IBGE divulgado na sexta-feira 26. A taxa média de desemprego no ano passado foi de 13,5%, a maior da série iniciada em 2012. Em 2019, os registros eram de 11,9%.

Destaques do IBGE

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  • 2020 encerrou com média de 13,4 milhões de desempregados, 6,7% a mais que em 2019;
  • O número de trabalhadores com carteira assinada registrou redução recorde (menos 2,6 milhões), ficando em 30,6 milhões, o menor contingente desde 2012;
  • A porcentagem de trabalhadores domésticos encolheu 19,2%, também a maior retração já registrada.
  • O contingente de desalentados, na média anual, aumentou em 16,1% em relação a 2019, chegando a 5,5 milhões de pessoas que desistiram de procurar emprego.

Impactos do surto de covid-19

Especialistas do IBGE responsabilizam as medidas de restrição pelos impactos negativos que o mercado de trabalho sofreu. “A necessidade de medidas de distanciamento social paralisaram temporariamente algumas atividades econômicas, o que também influenciou na decisão das pessoas de procurarem trabalho. Com o relaxamento dessas medidas ao longo do ano, um maior contingente de pessoas voltou a buscar uma ocupação, pressionando o mercado de trabalho”, informou, no levantamento, a analista da pesquisa do IBGE, Adriana Beringuy.

Administração pública criou vagas

Em meio ao casos na economia, apenas a administração pública pareceu “imune”. O setor teve alta média de 1% no número de ocupados, com mais 172 mil trabalhadores, impulsionada pelos segmentos de saúde e educação. Já o comércio acumulou perda de 9,6% na população ocupada no ano. A retração de 1,7 milhão de pessoas foi a maior redução anual entre as 10 atividades pesquisadas pelo IBGE em termos de contingente de trabalhadores. Nos serviços, os maiores tombos foram nos segmentos de alojamento e alimentação (-21,3%) e serviços domésticos (-19%). Já construção fechou 2020 com perda média de 12,5% na ocupação e indústria com queda de 8%.

Leia também: “Retomada em V da economia não é miragem”, reportagem publicada na Edição 36 da Revista Oeste

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