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Economia

Dólar inicia o ano em alta e chega a R$ 6,22

Principal índice de ações da bolsa de valores, Ibovespa cai 0,88%, aos 119.229 pontos

No último pregão de 2024, dólar caiu 0,22%, cotada a R$ 6,1797 | Foto: Reprodução/Freepik
No último pregão de 2024, dólar caiu 0,22%, cotada a R$ 6,1797 | Foto: Reprodução/Freepik

O dólar iniciou o primeiro pregão de 2025 em alta, negociado a R$ 6,22 nos primeiros minutos do dia. Enquanto isso, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrava queda.

Investidores estão atentos a novos dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos, mas o foco interno continua no cenário fiscal brasileiro, que teve destaque negativo de 2024.

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O agenda econômica do primeiro dia útil do ano está enxuta. Nos Estados Unidos, os pedidos semanais de seguro-desemprego são o destaque. Na China, dados recentes mostram que a economia está crescendo em ritmo inferior ao esperado.

No Brasil, os investidores repercutem dados divulgados nos últimos dias, com destaque para os números do setor público.

Nesta segunda-feira, 30, o Banco Central (BC) informou que o setor público consolidado apresentou um déficit primário de R$ 6,6 bilhões em novembro. Apesar do saldo negativo, o número representa melhora em relação ao mesmo mês de 2023, quando o déficit foi de R$ 37,3 bilhões.

Leia também: “Em termos reais, dólar está mais caro do que no auge da crise do governo Dilma”

O mercado, no entanto, segue preocupado com as contas públicas brasileiras e com as medidas do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para equilibrar o Orçamento.

A meta definida pelo arcabouço fiscal prevê zerar o déficit público em 2024 e 2025, mas os investidores desconfiam do governo cumprir o objetivo.

Essa desconfiança impacta diretamente o dólar, já que:

  • Sem cortes de gastos, a perspectiva de controle da dívida pública diminui;
  • Um país mais endividado é considerado mais arriscado, o que reduz sua atratividade para investidores;
  • Para compensar o risco, o Brasil precisaria pagar juros mais altos, mas outros países seguros também estão aumentando suas taxas de juros, o que torna o país menos competitivo;
  • Menor atratividade leva à saída de dólares, enfraquecendo o real.

Apesar de aprovar um pacote de cortes de R$ 70 bilhões, o mercado considera a medida insuficiente.

Leia também: “Ibovespa termina 2024 com queda de 10,36% e real se desvaloriza 27,35% frente ao dólar”

Como resultado, o real sofreu uma forte desvalorização em 2024, com acúmulo de alta de 27,35% pelo dólar, que encerrou o ano cotado a R$ 6,1797. Esse foi o maior avanço anual desde 2020, quando a divisa norte-americana subiu 29,36% no contexto da pandemia.

Fatores externos, como conflitos internacionais, a eleição de Donald Trump nos EUA e os juros elevados no exterior, também influenciaram a valorização da moeda norte-americana. .

Cotação do dólar no início de 2025

Às 11h30 desta terça-feira, 2, o dólar avançava 0,45%, cotado a R$ 6,210. Na segunda-feira, a moeda encerrou com queda de 0,22%, a R$ 6,1797, acumulando:

  • Alta de 2,99% no mês;
  • Avanço de 27,35% no ano.

O Ibovespa, no mesmo horário, recuava 0,88%, aos 119.229 pontos. Na sexta-feira, 27, o índice encerrou com leve alta de 0,01%, aos 120.283 pontos, acumulando:

  • Perda de 4,28% no mês;
  • Queda de 10,36% no ano.

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