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Economia

Eletrobras tem queda de 45% de lucro no segundo trimestre

Período foi marcado por desestatização, perda de controle da Eletronuclear e venda de participação acionária em Itaipu

Eletrobras - furnas
Eletrobras: ideia é incorporar Furnas à empresa | Foto: Divulgação/Eletrobras

Privatizada desde junho, a Eletrobras apresentou lucro de R$ 1,4 bilhão no segundo trimestre de 2022, com resultado 45% abaixo do observado no mesmo período do ano anterior (R$ 2,5 bilhões).

No acumulado do primeiro semestre, o lucro da empresa de geração de energia chegou a R$ 4,1 bilhões, resultado 1% inferior em relação ao mesmo período do ano anterior.

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Os dados foram divulgados na noite da sexta-feira e vão ser detalhados em uma entrevista coletiva com diretores da empresa na tarde desta segunda-feira, 15.

Segundo a Eletrobras, a despeito da diminuição de lucro, a receita operacional líquida cresceu 19%, passando de R$ 7,4 bilhões no segundo trimestre de 2021 para R$ 8,8 bilhões no período deste ano.

O Ebtida (lucros antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado teve alta de 6%, ao passar de R$ 4,6 bilhões para R$ 4,8 bilhões no período.

O resultado no período já considera os efeitos contábeis da segregação da Eletronuclear, que deixou de ser uma empresa controlada pela Eletrobras depois da privatização.

O balanço também inclui a venda da participação acionária detida na Itaipu Binacional e a celebração dos novos contratos de concessão de geração decorrentes da privatização.

Novo comando

Em Assembleia-Geral Extraordinária (AGE) realizada em 5 de agosto, os acionistas da Eletrobras elegeram Wilson Ferreira Junior como presidente da companhia e Ivan Monteiro para a presidência do Conselho de Administração.

Também foi confirmado o nome de Rodrigo Limp, atual presidente da companhia, como diretor de Regulação e Relações Institucionais, cargo que ocupa de forma interina desde julho. Os novos gestores devem tomar posse em 20 de setembro.

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2 comentários
  1. Walter Cesar Gomes
    Walter Cesar Gomes

    Se vier outro governo, que não Bolsonaro, é praticamente certo o loteamento de cargos.
    Aí, o prejuízo será certo. O tesouro ( diga-se povo ), terá que pela milésima vez, cobrir o roubo, ops!, o rombo…

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