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Economia

Estimativa sugere elevação do PIB no 3º trimestre

O resultado é sustentado pelo setor de serviços e o aquecimento do mercado de trabalho

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Economia brasileira teve queda de 0,6% em agosto, de acordo com relatório da FGV | Foto: Divulgação/Pixbay |

O Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre deve crescer a uma taxa de 0,6%, segundo 75 projeções de instituições financeiras consultadas pelo jornal Valor Econômico e divulgadas nesta segunda-feira, 28.

O valor projetado de crescimento de julho a setembro é a metade do registrado no trimestre anterior (1,2%). A desaceleração da atividade no período já era esperada pelos economistas, por causa das turbulências externas e da política monetária local.

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Ainda assim, a avaliação é que o desempenho do PIB de julho a setembro pode ter sido até melhor do que o antecipado, com o crescimento do setor de serviços, agropecuária e o mercado de trabalho aquecido.

Desde o último trimestre do ano passado, houve crescimento médio de 1% do PIB, nas comparações trimestrais, refletindo um quadro favorável da economia global, com preços de commodities elevados, a reabertura da economia doméstica a partir da melhora dos indicadores da covid-19 e estímulos fiscais, como saques extraordinários do FGTS e adiantamento do 13º salário dos aposentados.

Do lado da demanda, o crescimento é sustentado pelo consumo das famílias, sob o efeito do aumento do Auxílio Brasil e o alívio na inflação, como resultado da redução de preços de combustíveis, por exemplo — e da evolução do mercado de trabalho, que vem surpreendendo na velocidade e na intensidade de recuperação.

Os bancos Santander e Itaú elevaram a revisão do PIB no período por causa da expansão dos segmentos de serviços e agropecuária, que foram classificados como “bastante fortes e resilientes”, pela gestora de fundos Wealth High Governance.

O dado oficial do IBGE para o terceiro trimestre será divulgado na quinta-feira, 1º.

Cenário externo vai refletir no Brasil

Para este segundo semestre, o cenário interno deve sofrer com as mudanças econômicas externas, segundo as principais gestoras.

Os Estados Unidos estão em um movimento de alta de juros, a Europa sofre com a crise energética e o risco de recessão e a China está em forte desaceleração, por causa da política “covid zero”. Com isso, o mundo vai crescer menos, conforme indica a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Os especialistas também apontam uma desaceleração nos preços de commodities.

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