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Economia

EUA mantêm taxa de juros entre 4,25% e 4,50% ao ano

Pela segunda vez em 2025, Banco Central norte-americano opta pela manutenção no custo do dinheiro; decisão impacta na taxa Selic brasileira

Sede do Federal Reserve, em Washington D.C., nos EUA: manutenção da taxa de juros já estava na conta do mercado | Foto: Reprodução/Redes sociais
Sede do Federal Reserve, em Washington D.C., nos EUA: manutenção da taxa de juros já estava na conta do mercado | Foto: Reprodução/Redes sociais

O Federal Reserve (Fed), que é o Banco Central norte-americano, manteve inalterada a taxa de juros dos Estados Unidos (EUA) na faixa entre 4,25% a 4,50% ao ano. A decisão foi informada em comunicado oficial na tarde desta quarta-feira, 19. Conforme analistas, essa manutenção estava na expectativa do mercado.

Essa foi a segunda reunião seguida no ano em que o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) opta por não mexer no referencial de juros. Em janeiro, o colegiado citou a perspectiva econômica “incerta” e atenção aos riscos para justificar a sua posição.

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EUA: previsão de cortes nos juros em 2025

Além de reiterar o cenário, o comitê afirmou hoje que as incertezas em torno das perspectivas econômicas aumentaram. Ainda assim, os responsáveis pela política monetária preveem dois cortes nas taxas em 2025. 

As decisões sobre o custo do dinheiro nos EUA provocam efeitos no Brasil. Quando as taxas permanecem elevadas, há maior pressão para que a Selic, a taxa básica de juros brasileira, também permaneça alta por mais tempo. É uma questão de concorrência por nível de atratividade junto aos investidores. Além disso, há impactos no câmbio.

Agentes observam disputas tarifárias

O anúncio desta quarta-feira foi o segundo desde que Donald Trump tomou posse como 47º presidente dos EUA, em 20 de janeiro. O cenário, porém, chama a atenção diante da disputa tarifária proposta pelo governo republicano como forma de proteger o interesse econômico de seu país.

Economistas e agentes do mercado têm feito alertas sobre os impactos nos EUA das taxas aplicadas a outros países. Esses impactos atingiriam principalmente alguns importantes parceiros comerciais dos norte-americanos. Algumas tarifas estão em vigor. Outras seguem em análise e devem passar a vigorar a partir de abril.

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