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Economia

Ex-trader é condenado nos EUA por subornar funcionários da Petrobras

Oztemel, de 65 anos, pagou propinas a funcionários da petrolífera para conseguir contratos lucrativos para duas empresas

A sede da Petrobras no Rio de Janeiro - 16/10/2019 | Foto: Sergio Moraes/Reuters
A sede da Petrobras no Rio de Janeiro - 16/10/2019 | Foto: Sergio Moraes/Reuters

A Justiça Federal dos Estados Unidos condenou um ex-trader de petróleo e gás por subornar funcionários da Petrobras para obter contratos e informações privilegiadas para duas empresas de Connecticut. O Departamento de Justiça dos EUA informou que o esquema durou oito anos e envolveu cerca de R$ 6 milhões.

Oztemel, de 65 anos, pagou propinas a funcionários da Petrobras para garantir contratos lucrativos para a Arcadia Fuels Ltd. (Arcadia) e para a Freepoint Commodities LLC (Freepoint). Documentos judiciais e evidências no tribunal mostraram que ele utilizou linguagem codificada, telefones descartáveis e nomes fictícios para esconder o esquema.

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Entre os anos de 2010 e 2018, Oztemel atuou como trader sênior de petróleo e gás, primeiro na Arcadia e depois na Freepoint. Com a colaboração de outros funcionários, ele pagou propinas para obter mais contratos no setor de óleo combustível e informações confidenciais sobre os negócios de óleo combustível da Petrobras.

De acordo com o Departamento de Justiça dos EUA, os pagamentos eram disfarçados como taxas de consultoria e comissões para Eduardo Innecco, de 74 anos, que usava parte desses recursos para subornar funcionários da Petrobras, incluindo Rodrigo Berkowitz, trader da Petrobras em Houston.

O acordo da Petrobras envolve disputas relacionadas à incidência da Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (Cide) e Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre remessas ao exterior
No total, Oztemel pagou mais de R$ 6 milhões em subornos, distribuídos entre Berkowitz e outros funcionários da Petrobras no Brasil | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O esquema de propina na Petrobras

Para mascarar o esquema, Oztemel, Innecco e seus co-conspiradores usaram termos codificados como “café da manhã” e “desvio de frete” para se referir aos subornos. Eles se comunicavam por e-mails pessoais, aplicativos de mensagens criptografadas, telefones descartáveis e usavam nomes fictícios como “Spencer Kazisnaf” e “Nikita Maksimov”.

No total, Oztemel pagou mais de R$ 6 milhões em subornos, distribuídos entre Berkowitz e outros funcionários da Petrobras no Brasil. O dinheiro era transferido das empresas de trading para empresas de fachada controladas por Innecco ao redor do mundo, que depois transferia para uma conta no Uruguai controlada pelo pai de Berkowitz.

As acusações contra Oztemel e Innecco foram divulgadas em 17. Oztemel se declarou culpado por lavagem de dinheiro em 24. Innecco foi preso na França em maio, e sua extradição para os Estados Unidos ainda está pendente.

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