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Economia

Fernando Haddad detalha conversa de Lula com Toffoli sobre o Banco Master

Ministro da Fazenda afirma que o presidente defendeu trabalho conjunto entre PF e Coaf

Lula abraça Haddad durante sanção da reforma tributária | Foto: Diogo Zacarias/MF
Lula abraça Haddad durante sanção da reforma tributária | Foto: Diogo Zacarias/MF

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, revelou detalhes de um almoço realizado em dezembro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista ao portal Metrópoles nesta quinta-feira, 29, o titular da pasta afirmou que Lula deu um “recado conceitual” sobre a oportunidade de entregar um país melhor.

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Segundo o ministro, o presidente citou como exemplo as investigações integradas entre a Polícia Federal, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras e o Ministério Público. Fernando Haddad destacou que o STF pode sair fortalecido se agir com a altivez necessária diante da gravidade do caso que envolve o Banco Master. O Banco Central (BC) determinou a liquidação extrajudicial da instituição.

Sobre o proprietário do banco, Daniel Vorcaro, o ministro declarou que o empresário enganou pessoas que agiram de boa-fé. “O cara levou muita gente no bico. Quem agiu de má-fé tem de responder”, disse o chefe da Fazenda. Por causa da quebra da instituição, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) precisará ressarcir credores em um montante de R$ 40,6 bilhões.

Saída de Haddad e críticas aos juros

Fernando Haddad também confirmou que deixará o governo Lula em fevereiro. O ministro pretende se afastar da vida pública para atuar nos bastidores da campanha presidencial, embora ainda precise acertar a data exata com o presidente.

Ao comentar o endividamento público, o ministro criticou o atual patamar da taxa Selic. Ele afirmou que os juros básicos da economia estão em um nível incompatível com a estabilidade da dívida brasileira. Para o titular da Fazenda, o Banco Central deve realizar os cálculos necessários para iniciar a queda das taxas.

A saída de Fernando Haddad ocorre em um momento de pressão sobre as contas públicas. O ministro evitou dizer qual seria o índice de juros ideal para o cenário atual, mas reforçou que a trajetória de queda é essencial para o equilíbrio fiscal do país.

Leia também: “Polícia Federal encontra plano no BRB para evitar quebra do Banco Master”

3 comentários
  1. Álvaro Afonso Torres de Freitas
    Álvaro Afonso Torres de Freitas

    Haddad, nao levou bico e sim no bolso!
    Agora que deu merda, a operação abafa começa.
    Tudo isso que você falou é a forma de sempre para livrar a cara do Ladrão Mor.

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