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Economia

Fraude da Americanas foi armada pelo WhatsApp, revela CEO

Leonardo Pereira fez a revelação durante a CPI que visa a investigar a crise na varejista

Fraude Americanas WhatsApp
O CEO da Americanas disse que 30 funcionários são suspeitos de participação na fraude | Foto: Foto: Divulgação/Americanas

Membros da antiga diretoria das Lojas Americanas usaram o WhatsApp para combinar a maquiagem de dados financeiros da varejista. É o que disse o atual CEO da empresa, Leonardo Pereira, durante sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que visa a apurar a crise da companhia.

“Os documentos não mostram o envolvimento do Conselho de Administração nem dos acionistas”, alegou o CEO, nesta terça-feira, 13. “Se tiver, e a investigação ainda está em andamento, vamos responsabilizá-los.”

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Leia também: “A hecatombe das Lojas Americanas”, reportagem de Bruno Meyer publicada na Edição 150 da Revista Oeste

Conforme Pereira, os ex-diretores da empresa decidiram enviar informações fraudadas para o Conselho de Administração da Americanas e para o mercado.

Os executivos negavam aos comitês de auditoria a existência de operações de “risco sacado”, ou antecipação de recebíveis — uma linha de crédito que permite às empresas adiantarem o recebimento de suas vendas.

“A fraude da Americanas é uma fraude de resultados”, explicou Pereira. “O risco sacado foi o instrumento para criar lucro artificial e reduzir o custo de aquisição de mercadorias.”

Os detalhes da fraude da Americanas

Queda Americanas
As ações da Americanas despenceram desde a revelação da fraude | Foto: Reprodução/Redes sociais

O CEO disse também que 30 funcionários são suspeitos de ter envolvimento na fraude. “Vamos tomar medidas adicionais correlatas a essa fraude”, anunciou Pereira, ao negar que a Americanas tem um plano de demissão em massa.

Segundo Pereira, a antiga diretoria informava um prejuízo operacional (Ebitda) de R$ 733 milhões num relatório chamado “visão interna”. Depois, os executivos transformavam esse documento em outro, intitulado “visão conselho”, e relatavam um lucro artificial de quase R$ 3 bilhões.

Leia mais: “A fraude histórica da Americanas e o tempo de Glória”, reportagem de Bruno Meyer publicada na Edição 151 da Revista Oeste

“Pode-se criar um lucro a partir de uma planilha, mas não se cria caixa”, observou o CEO. “Para fazer isso, precisa-se de empréstimo bancário. Aqui, entra o risco sacado, que era negado pela diretoria aos auditores e contabilizado na conta de fornecedores.”

Na CPI, Pereira afirmou que o objetivo dos credores financeiros, dos fornecedores e dos acionistas da Americanas é aprovar o plano de recuperação judicial da companhia.

O CEO disse ainda que todas as informações sobre a fraude serão compartilhadas com a CPI, com a Polícia Federal, com o Ministério Público e com a Comissão de Valores Imobiliários.

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1 comentário
  1. carlos roberto de moura
    carlos roberto de moura

    Mais um motivo para censurar as redes sociais…

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