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Economia

Fundo de investimentos vira ‘pó’ e deixa cotistas ‘devendo’

Cotas foram do lucro ao prejuízo misteriosamente

fundo investimentos
A gestora pode ter avaliado um portfólio em um valor superior àquele em que o ativo é negociado no mercado | Foto: Reprodução

O fundo de investimentos Pátria Special Opportunities II, gerido pelo Pátria Investimentos, deu um prejuízo da noite para o dia para os cotistas.

Por meio de um fato relevante publicado na segunda-feira 24, a companhia informou ao mercado que realizou um reajuste no valor das cotas do fundo.

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Com essa movimentação, a cota despencou de R$ 10,50 para surpreendentes R$ 301 negativos. Ou seja, o cotista passou a ser devedor da noite para o dia.

A gestora informou que o ajuste reflete o desinvestimento integral da Portfólio Centro Sul S.A., companhia anteriormente investida pelo fundo.

O que aconteceu com o fundo de investimentos?

Segundo especialistas ouvidos pelo site E-Investidor, somente com base no fato relevante não é possível cravar o que aconteceu para tamanha desvalorização das cotas.

O que pode ter acontecido com o Pátria Special Oportunities II é que a gestora estava avaliando a Portfólio Centro Sul em um valor superior àquele em que o ativo é negociado no mercado. Assim, ao fazer o desinvestimento, acabou levando um prejuízo.

Um exemplo: compram um ativo por R$ 100 e contratam uma empresa para fazer um laudo de avaliação do valor da companhia, que diz que o preço justo é R$ 150. Então estava cotado lá essa possibilidade de lucro de 50%. Depois, eles desinvestem e o valor recebido é R$ 80, provocando o prejuízo, explicou o sócio da L4 Capital, Felipe Pontes.

Leia também: Lucro do FGTS: R$ 12,7 bilhões vão ser distribuídos

Em meados de junho, um relatório do JP Morgan obtido pelo Brazil Journal já chamava a atenção para a forma como o Pátria avaliava os investimentos de seus fundos a múltiplos superiores aos de empresas semelhantes listadas.

O que diz o Pátria Investimentos?

Em nota, o Pátria Investimentos informou que a transação da Portfólio Centro-Sul e de seus quatro shopping centers, localizados em Taubaté (SP), Lages (SC), Varginha (MG) e Bragança Paulista (SP), foi realizada na modalidade “porteira fechada”. E que os fundos de investimentos envolvidos na operação tiveram suas cotas impactadas “em decorrência dos custos envolvidos na transação, os quais inclusive demandaram aporte na companhia para viabilizar a operação”, explicou a gestora.

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