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Economia

Galípolo explica no Senado o acordo que levou Campos Neto a pagar R$ 300 mil

CAE também ouvirá o presidente do Coaf sobre o uso de ‘contas ônibus’ por fintechs

Galípolo esclareceu que discussões sobre a redução da taxa básica de juros não fazem parte da pauta atual do Comitê de Política Monetária | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Calheiros quer que Galípolo detalhe como a instituição conduziu o acordo e quais critérios nortearam a decisão | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado discute nesta terça-feira, 25, duas frentes sensíveis do sistema financeiro. O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, participa da audiência pública, a pedido do senador Renan Calheiros (MDB-AL). O encontro inclui ainda um convite a Ricardo Saadi, presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

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O colegiado quer esclarecimentos sobre o acordo firmado entre o BC e Roberto Campos Neto, que comandou a instituição antes de Galípolo. Calheiros enviou requerimento para questionar a decisão que extinguiu o processo administrativo contra o ex-presidente da autarquia monetária.

O processo tratava de falhas na supervisão de operações de câmbio atribuídas a Campos Neto, na época em que ele era executivo do Santander. A apuração terminou depois que o ex-dirigente pagou R$ 300 mil ao BC. O acerto permitiu o encerramento do caso sem novas punições.

Nesse sentido, Calheiros quer que Galípolo detalhe como a instituição conduziu o acordo e quais critérios nortearam a decisão. O senador afirma que a CAE precisa compreender o tratamento dado ao processo para garantir transparência regulatória.

Coaf deve esclarecer funcionamento de contas vinculadas a fintechs

O requerimento adicional apresentado por Calheiros ampliou o escopo da audiência. O presidente do Coaf deve explicar o funcionamento das chamadas “contas ônibus” — mecanismo adotado por fintechs que reúne as transações de diversos usuários em uma só conta operada por um banco parceiro.

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O senador afirma que o assunto gera dúvidas sobre transparência e rastreamento das operações financeiras. Saadi deve detalhar como o órgão monitora essas movimentações e quais critérios utiliza para identificar eventuais anomalias.

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