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Economia

Governo Lula avalia negociar 'terras raras' para reverter tarifaço de Trump

A proposta em discussão prevê um modelo de cooperação industrial com empresas norte-americanas

O ministro da Fazenda do Brasil na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Haddad
O ministro da Fazenda do Brasil na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Haddad | Foto: Diogo Zacarias/MF

O governo Luiz Inácio Lula da Silva avalia incluir minerais estratégicos, como as chamadas “terras raras”, nas negociações para tentar reverter a tarifa de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos nacionais.

A proposta em discussão prevê um modelo de cooperação industrial — com investimento de empresas norte-americanas na produção de componentes no Brasil — em vez de acordos limitados à extração de recursos.

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou na segunda-feira 4 que esse tipo de colaboração pode ampliar o comércio bilateral e atrair investimentos em áreas como a produção de baterias de alta eficiência.

“Estamos falando da maior economia do mundo”, disse. “O Brasil pode participar mais do comércio bilateral e, sobretudo, de investimentos estratégicos. Temos minerais críticos e terras raras; os Estados Unidos não são ricos nesses minerais. Podemos fazer acordos de cooperação para produzir baterias mais eficientes.”

Haddad vai apresentar plano de contingência

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanhado do ministro, Fernando Haddad, durante cerimônia de lançamento do programa “Crédito do Trabalhador”, em Brasília, DF (12/3/2025) | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanhado do ministro, Fernando Haddad, durante cerimônia de lançamento do programa “Crédito do Trabalhador”, em Brasília, DF (12/3/2025) | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Outros pontos em debate envolvem incentivos a data centers de inteligência artificial no Brasil, tema em discussão desde maio com o novo marco regulatório do setor. Haddad também negocia com os norte-americanos a ampliação da lista de produtos isentos da nova tarifa, que já reúne quase 700 itens. No entanto, produtos como café, frutas, máquinas e equipamentos seguem sujeitos à sobretaxa.

“Creio que algo ainda pode acontecer até o dia 6. Pode acontecer, mas não trabalhamos com data fatídica. Não vamos sair da mesa até que possamos vislumbrar um acordo baseado em interesses comuns. Nesses termos, o Brasil, evidentemente, não vai aceitar, porque não faz sentido a taxação que está sendo imposta ao país”, acrescentou.

Nesta terça-feira, 5, Haddad deve apresentar ao presidente Lula um plano de contingência para apoiar setores prejudicados pela tarifa. No mesmo dia, o conselho da Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou a abertura de uma consulta à Organização Mundial do Comércio (OMC), medida publicada no Diário Oficial da União e que depende de aval de Lula.

O texto autoriza o Itamaraty a acionar o mecanismo de solução de controvérsias da OMC em relação às tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

Governo Lula inicia contestação formal na OMC contra tarifas de Trump

A medida representa o primeiro passo da contestação formal do governo Lula na OMC. Com isso, o Brasil poderá solicitar mudanças nas tarifas.

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Caso não haja entendimento em até 60 dias, o Brasil poderá pedir a abertura de um painel de arbitragem. A decisão pode sair em até nove meses — ou mais, em casos mais complexos.

Leia também: “Uma nau desgovernada”, artigo de Ubiratan Jorge Iorio para a Edição 280 da Revista Oeste

3 comentários
  1. Daniel BG
    Daniel BG

    Aquilo que poderíamos estar explorando há muito tempo agora de torna objeto de bargsnha URGENTE para a milícia da espoliação, DESESPERADA, tentar ocultar a imundície que já fez. Será que cola?

  2. Marcus Magalhães
    Marcus Magalhães

    Não é isso que está em jogo, são as arbitrariedades e abusos e sua eleição fraudulenta.

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