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Economia

Governo Lula bloqueia R$ 2,9 bilhões e projeta rombo de R$ 9,2 bilhões em 2024

Administração federal alegou que medida foi necessária para 'evitar estouros' no limite de despesas do novo arcabouço fiscal

governo lula
Governo de Luiz Inácio Lula da Silva não deu informações sobre quais recursos foram bloqueados | Foto: Reprodução/Redes sociais

O Governo Lula anunciou nesta sexta-feira, 22, um bloqueio de R$ 2,9 bilhões no Orçamento de 2024. A administração alega que a medida foi tomada para “evitar estouros” no limite de despesas do novo arcabouço fiscal. 

A informação consta no relatório de avaliação de receitas e despesas primárias do primeiro bimestre, que também mostrou que o rombo projetado neste ano é de R$ 9,3 bilhões. O bloqueio será feito nos gastos discricionários, que são aqueles livres para que os ministérios possam gastar. Nesses gastos, também estão inclusos investimentos e custeios da máquina pública.

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Leia também: “Governo Lula já bloqueou quase R$ 4 bilhões do Orçamento”

Entre os gastos de custeio, estão serviços de apoio, tecnologia da informação, energia elétrica e água, locação de bens móveis, diárias e passagens e serviços de comunicações.

Segundo o Ministério do Planejamento, o saldo negativo de R$ 9,3 bilhões projetado para 2024 está dentro da margem de tolerância de 0,25 ponto porcentual do Produto Interno Bruto (PIB) para mais ou para menos do arcabouço, o que “permite” um déficit de até R$ 28,8 bilhões.

Outras informações sobre a economia no governo Lula

O presidente Lula, durante a cerimônia de divulgação dos resultados do Novo PAC Seleções para Saúde, Educação Infraestrutura Social, no Palácio do Planalto, em Brasília - 07/03/2024 | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo
Gastos obrigatórios aumentam sob a gestão petista | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

De acordo com o relatório, a receita primária total saiu de R$ 2,72 trilhões para R$ 2,69 trilhões, representando queda de R$ 31,5 bilhões. Os principais fatores que contribuíram para a diminuição foram:

  • receitas administradas pela Receita Federal – queda de R$ 17,7 bilhões;
  • exploração de Recursos Naturais – queda de R$ 14,5 bilhões;
  • concessões e permissões – caiu R$ 12,8 bilhões;
  • arrecadação com a Previdência Social – aumento de R$ 8,6 bilhões.

A receita líquida saiu de R$ 2,192 trilhões para R$ 2,175 trilhões. O item é formado pela receita total menos as transferências obrigatórias a Estados e municípios. Entre as estimativas de receita, está um crescimento de R$ 2,2 bilhões relacionado a dividendos e participações: saiu de R$ 41,4 bilhões para 43,7 bilhões.

As despesas obrigatórias totais aumentaram de R$ 2,182 trilhões para R$ 2,184 trilhões, com um acréscimo de R$ 1,6 bilhão. Os gastos discricionários diminuíram de R$ 208,9 bilhões para R$ 204,4 bilhões.

Leia também: “Governo Lula bloqueia mais de R$ 100 milhões do orçamento para bolsistas”

As despesas obrigatórias subiram de R$ 1,974 trilhão para R$ 1,980 trilhão. Os gastos com a Previdência Social aumentaram de R$ 908,7 bilhões para R$ 914,4 bilhões, com um acréscimo de R$ 5,6 bilhões.

Os gastos com precatórios aumentaram de R$ 27,5 bilhões para R$ 35,3 bilhões, representando um aumento de R$ 7,8 bilhões.

Leia também: “Estadão: ‘Governo Lula quer gastar mais do que já gasta'”

Segundo informações publicadas no portal Poder360, o secretário de Orçamento Federal, Paulo Bijos, reforçou que não há um congelamento para este momento, porque o governo ainda está dentro do limite de gastos (R$ 28,8 bilhões) para 2024. O contingenciamento vai acontecer caso haja ultrapassagem do valor permitido.

Parâmetros macroeconômicos

O relatório também apresentou alguns parâmetros. Entre os destaques, estão:

  • Selic acumulada – saiu de 9,8% para 9,6%;
  • dólar médio – passou de R$ 5,03 para R$ 4,94;
  • barril do petróleo – saiu de US$ 82,34 para US$ 80,70;
  • PIB real – saiu de 2,19% para 2,22%;
  • PIB nominal – saiu de R$ 11,386 tri para R$ 11,541 tri;
  • IPCA acumulado – saiu de 3,55% para 3,5%.

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3 comentários
  1. Christian
    Christian

    É muito dinheiro na mão depouca gente, e totalmente sem controle.

  2. Gustavo de Carvalho Barcelos
    Gustavo de Carvalho Barcelos

    Fico pensando o quanto desses mais de 200 bilhões de reais “dicricionários” são gastos em serviços realmente úteis e eficientes.
    Melhor não pensar, como diria um sábio.

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