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Economia

Inadimplência atinge 27% dos microempreendedores e pequenos negócios no Brasil, diz Sebrae

O estudo intitulado 'Pulso dos Pequenos Negócios' revelou que 30% dos custos desses empreendimentos estão comprometidos com dívidas

Dívidas empresa negócios
Somente 40% dos negócios que buscaram empréstimos nos bancos tiveram sucesso | Foto: Divulgação/Freepik

Uma pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostrou que a inadimplência dos microempreendedores individuais (MEIs) e das pequenas empresas em março aumentou de 23% para 27%. O crescimento se dá em comparação ao mesmo período do ano passado.

O estudo intitulado “Pulso dos Pequenos Negócios” revelou que 30% dos custos desses empreendimentos estão comprometidos com dívidas. O resultado da pesquisa foi divulgado nesta semana.

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Conforme o levantamento, somente 40% dos negócios que buscaram empréstimos nos bancos foram bem-sucedidas. A inadimplência e a falta de garantias são os principais motivos para a reprovação dos pedidos.

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A pesquisa do Sebrae ouviu 6.797 empreendedores do fim final de fevereiro até os primeiros dias de março em todo o país. Dos entrevistados, 55% eram MEIs e 31%, micro e pequenos empresários.

Os resultados mostraram que a melhora no faturamento foi mais notável em segmentos industriais. Isso se deu, sobretudo, nos segmentos de alimentos, academias de ginástica e atividades físicas.

O aumento dos custos está entre os desafios enfrentados pelos empreendedores brasileiros. A pesquisa revelou que sete em cada dez relatam elevação das despesas e dificuldades em repassar esses custos aos clientes.

Presidente do Sebrae fala sobre inadimplência entre microempreendedores e pequenos negócios

Micro Pequenas Empresas
Décio Lima é o presidente do Sebrae desde 2023 | Foto: Charles Damasceno/Divulgação

O presidente do Sebrae, Décio Lima, ressaltou que a inadimplência afeta um em cada quatro pequenos negócios no Brasil. O executivo afirmou que o programa criado em 2020 para ajudar as pequenas empresas durante a pandemia da covid-19 foi um dos motivos que barraram as empresas de cumprirem suas obrigações financeiras.

Na ocasião, o programa colocou a taxa básica de juros (Selic) a 2% como correção. O problema é que três anos depois, o número subiu para 13,75%.

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