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Economia

Inflação da Argentina é um desastre social

Os pobres são os mais afetados pelo aumento do custo de vida

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Alberto Fernández, presidente da Argentina e aliado do presidente Lula em campanha para o amigo petista em 2022 | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Em maio, a inflação chegou a 114% ao ano na Argentina. De acordo com os números oficiais, o patamar é quase duas vezes maior que no mesmo período de 2022. Gustavo Segré, empresário argentino e analista internacional alerta: “É um desastre social”.

Em entrevista concedida a Oeste, Segré comentou que quem tem menos recursos sofre mais com a inflação na Argentina. De acordo com o empresário, a desvalorização do dinheiro argentino aumenta uma “dependência macabra” dos mais pobres com o Estado.

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“Por perder 9% de poder aquisitivo por mês, esse segmento fica ainda mais dependente”, explicou. “Para o governo, é um negócio fantástico. É a lógica do ‘eu te ajudo e você continua votando em mim’. É um desastre social que faz muito mal à parcela da sociedade que o populismo de esquerda diz defender”.

Segundo o analista, a situação é tão grave que o governo do país está perdendo apoio até das classes com menos recursos. “Não existe dinheiro para investir em estrutura e saneamento básico e o pobre que esperava os cuidados do governo se vê desamparado”, comentou. “Esse governo prometeu a volta das viagens, do churrasco e da picanha, mas só conseguiu empurrar a Argentina para mais perto do abismo.”

Inflação mensal da Argentina em maio

Os números oficiais mostram o aumento de quase 8% no custo de vida dos argentinos em maio, em comparação ao mês de abril. Conforme os dados do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos, que funciona de modo similar brasileiro IBGE, o maior aumento ficou para o segmento formado por habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis (11,9%), itens considerados básicos.

O órgão faz a medição por meio de um índice de preços ao consumidor. A segunda alta mais expressiva para a inflação na Argentina no mês de maio se deu para o setor de saúde (9,3%). E a menor foi para educação: 4,9%.

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7 comentários
  1. Marco Aurélio Oliveira De Farias
    Marco Aurélio Oliveira De Farias

    Mas, para o nosso presidente Lula, a economia da Argentina merece elogios. É aí nos perguntamos, o que este senhor tem na cabeça?

  2. Christian
    Christian

    Já está mais do que na hora dos Argentinos se revoltarem e catapultarem a esquerda para bem longe.

  3. Marcelo Gurgel
    Marcelo Gurgel

    O presidente do nosso desgoverno quer transformar o Brasil nesse inferno!

  4. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    Esse tipo de círculo vicioso também está sendo implantado por aqui e os primeiros a sentirem o drama, serão os que justamente colocaram essa turma no poder, os mais pobres. Como eles não tem uma poupança, uma “gordura” para queimar, são os primeiros a se ferrarem e acho tudo isso muito justo, não pelo drama humanitário, mas pelo processo de escolhas equivocadas. Que se ferrem todos, depois seremos nós.

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