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Economia

'Invasão chinesa é mais grave que o tarifaço', diz executivo do setor industrial

O presidente da Abimaq, José Velloso, afirmou que a participação brasileira no mercado de máquinas está em queda

Tarifaço China EUA
Carros chineses lideram emplacamentos no Brasil | Foto: Divulgação/BYD

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, afirmou que a “invasão” de produtos chineses no Brasil é mais grave que o tarifaço dos Estados Unidos. O executivo deu a declaração nesta quarta-feira, 22, durante entrevista na CNN Brasil.

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“A China está crescendo no Brasil em todos os mercados”, afirmou Velloso. “Se a gente for comparar, o problema da ‘invasão’ chinesa é muito mais grave que o tarifaço.”

Encontro entre Lula e Xi Jinping levanta críticas sobre a influência da ditadura chinesa na regulação das redes no Brasil | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Segundo o presidente da Abimaq, o mercado de importação de máquinas no Brasil é de US$ 32 bilhões por ano. Desse total, cerca de 37% correspondem à China.

O executivo afirmou que o protagonismo de um único fornecedor sufoca a atuação de fabricantes internacionais tradicionais, como os norte-americanos e os alemães, além de reduzir o espaço da indústria nacional.

“A participação brasileira está caindo”, afirmou Velloso. “Só um que cresce, que é a China. Não são só máquinas: são automóveis, calçados, confecção e agro.”

Reunião com o governo e medidas para conter o tarifaço

Velloso ainda disse que se reuniu com o vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, nesta terça-feira, 21, para discutir a tarifa comercial de 25% aplicada pelos Estados Unidos. O executivo também contou detalhes da reunião que teve com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Segundo ele, estavam presentes na conversa representantes do Ministério das Relações Exteriores e da Fazenda.

Veja algumas das propostas apresentadas pelo setor de máquinas para conter o impacto das tarifas dos EUA e promover a competividade no Brasil:

  • Postergação do pagamento de impostos federais para o melhorar o capital de giro das empresas;
  • Ampliação do Apex Brasil: programa vinculado ao MDIC que ajuda empresas a abrirem e a ampliarem negócios fora do Brasil;
  • Prorrogação do drawback: regime tributário que isenta produtos importados e/ou nacionais agregados a um item que será exportado;
  • Reedição do plano Brasil Soberano: o presidente da Abimaq pediu a reedição do programa apresentado pelo governo durante o primeiro tarifaço dos EUA, mas com algumas flexibilizações, como a isenção do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), facilitar a entrada de novas empresas e diminuir o spread dos bancos repassadores.

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