Investimento estrangeiro na B3 bate recorde

Ações mais atrativas se concentram em mineração, petróleo e gás e agronegócio

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B3, a Bolsa de Valores de São Paulo | Foto: Divulgação
B3, a Bolsa de Valores de São Paulo | Foto: Divulgação

O volume de investimento estrangeiro na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) em 2022 já é maior do que o registrado em todo o ano passado. O montante chega a R$ 71 bilhões, recorde da série histórica, de R$ 70,8 bilhões.

Para analistas ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo, uma das principais causas do bom resultado é o fato de o mercado brasileiro estar fortemente ligado às commodities, que já vinham em trajetória de alta e ganharam ainda mais força com a invasão da Rússia à Ucrânia.

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Em relatório, o banco norte-americano Goldman Sachs apontou que, diante do atual cenário, sua preferência para investimentos é no Oriente Médio, Norte da África e Brasil, dado o perfil exportador de matérias-primas dessas regiões.

A intensa entrada de investimentos tem provocado a queda da cotação do dólar no Brasil, apesar de toda a turbulência econômica global. A moeda americana fechou, na sexta-feira, cotada a R$ 5,05. No início do ano, estava na casa dos R$ 5,60.

Dólar mais barato ajuda a conter a inflação, embora, no cenário atual, isso venha tendo bem pouco efeito. O risco, segundo os analistas, é de que esse capital que tem vindo para o Brasil tem perfil bastante especulativo. Portanto, pode ir embora muito rapidamente, se as condições ficarem adversas.

O investidor estrangeiro que tem vindo para o Brasil mostra um interesse bem específico: commodities. Levantamento feito pela plataforma de informações financeiras Economatica a pedido do Estadão evidencia esse quadro.

Dos 33 setores econômicos representados na B3, menos de um terço se valorizou neste ano, e apenas três apresentaram ganhos acima de 10%. Mineração teve alta de 34,77%, o setor agropecuário de 17,72% e petróleo e gás registra 11,78% de crescimento. No período, o Ibovespa, principal índice da Bolsa, subiu 9%.

Na outra ponta, o setor de computadores e equipamentos, onde estão empresas como Positivo, Intelbras e Multilaser, já perdeu 34% no ano, e o de automóveis e motocicletas caiu 19,71%. No setor de transporte a queda chega a 15,31%, pelo estudo preparado por Einar Rivero.

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