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Economia

IPCA: alimentação e combustíveis puxam inflação em abril

Índice calculado pelo IBGE ficou em 1,06% e foi o maior para o mês desde 1996

selic
De acordo com a ata, as ‘expectativas de inflação para 2024 e 2025, apuradas pela pesquisa Focus, se encontram em torno de 3,8% e 3,5%, respectivamente’ | Foto: Filipe Castilhos

Considerado a inflação oficial do país, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 1,06% em abril, 0,56 ponto percentual abaixo da taxa de março. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 11, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esta foi a maior variação para um mês de abril desde 1996 (1,26%). No ano, o IPCA tem alta de 4,29%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o índice está em 12,13%, acima dos 11,3% observados no período anterior.

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Com o resultado de abril, já são oito meses seguidos com a inflação acima dos dois dígitos, o que reforça as apostas de nova elevação dos juros pelo Banco Central. Atualmente, a taxa Selic está em 12,75% ao ano, com último reajuste anunciado no início de maio.

Alimentação e combustíveis puxam índice

Oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE tiveram alta em abril. A maior variação veio do setor de alimentação e bebidas, com 2,06%. Na sequência apareceu transportes, com 1,91%. O único nicho em queda no mês foi habitação, com -1,14%.

O resultado do setor de alimentação e bebidas decorre principalmente da alta observada nos preços dos alimentos para consumo no domicílio (2,59%). A maior contribuição dentro do grupo veio do leite longa vida, cujos preços subiram 10,31% em abril. Além disso, foram registrados aumentos em diversos componentes da cesta de consumo dos brasileiros, como o tomate (10,18%), o óleo de soja (8,24%), o pão francês (4,52%) e as carnes (1,02%).

No grupo de transportes, a alta foi influenciada principalmente pelos combustíveis (3,20%), com aumento de 2,48% no preço da gasolina. Houve elevação também nos preços do etanol (8,44%), óleo diesel (4,74%) e gás veicular (0,24%).

Todas as áreas pesquisadas apresentaram variação positiva em abril, e a maior delas aconteceu na região metropolitana do Rio de Janeiro (1,39%), onde pesaram as altas dos produtos farmacêuticos (6,38%) e da gasolina (2,62%).

A menor variação ocorreu na região metropolitana de Salvador (0,67%), onde foram registradas quedas nos preços da gasolina (-3,90%) e da energia elétrica (-3,41%).

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 junto a famílias com rendimento entre um e 40 salários mínimos. A pesquisa abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília. Para o cálculo do mês, foram usados preços coletados entre 31 de março e 29 de abril.

A inflação de abril para cada um dos grupos pesquisados pelo IBGE:

Alimentação e bebidas: 2,06%

Habitação: -1,14%

Artigos de residência: 1,53%

Vestuário: 1,26%

Transportes: 1,91%

Saúde e cuidados pessoais: 1,77%

Despesas pessoais: 0,48%

Educação: 0,06%

Comunicação: 0,08%

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