BC eleva a taxa de juros a 12,75% ao ano, maior patamar desde 2017

Comitê de Política Monetária (Copom) anuncia décimo aumento seguido em esforço para conter escalada da inflação
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Txa Selic alcança maior patamar desde janeiro de 2017, quando estava em 13%
Txa Selic alcança maior patamar desde janeiro de 2017, quando estava em 13% | Foto: MARCOS SANTOS/USP IMAGENS

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anunciou nesta quarta-feira, 4, que decidiu por unanimidade elevar a taxa básica de juros (Selic) de 11,75% para 12,75% ao ano, em alta de um ponto porcentual.

Com este, que é o décimo aumento consecutivo, a Selic alcançou o maior patamar desde janeiro de 2017, quando estava em 13%.

“O ambiente externo seguiu se deteriorando. As pressões inflacionárias decorrentes da pandemia se intensificaram com problemas de oferta advindos da nova onda de covid-19 na China e da guerra na Ucrânia”, argumentou o BC, em comunicado, sobre o contexto do reajuste.

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A nova alta na taxa de juros anunciada nesta quarta-feira tem como objetivo principal a contenção da escalada da inflação.

Impactado pelo aumento dos preços de alimentos e combustíveis, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) ficou em 1,73% em abril. Em 12 meses, o índice considerado uma prévia da inflação oficial do país atingiu a marca acumulada dos 12%.

No último encontro do Copom, em março passado, o Banco Central já havia sinalizado a tendência de promover aumento de um ponto percentual. No comunicado desta quarta, o órgão manifestou que deve manter a política de alta para a próxima reunião, mas “com um ajuste de menor magnitude”.

“O Comitê enfatiza que irá perseverar em sua estratégia até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas.”

Votaram pelo aumento os seguintes membros do Comitê: Roberto de Oliveira Campos Neto (presidente), Bruno Serra Fernandes, Carolina de Assis Barros, Diogo Abry Guillen, Fernanda Magalhães Rumenos Guardado, Maurício Costa de Moura, Otávio Ribeiro Damaso, Paulo Sérgio Neves de Souza e Renato Dias de Brito Gomes.

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1 comentário Ver comentários

  1. Todo mundo fala, mas NINGUÉM ENTENDE O QUE É INFLAÇÃO…ou mehlor…não entende COMO SE DEVE.

    Inflação de preços/renda nada mais é do que …CONSUMO maior que a PRODUTIVIDADE.

    então
    ou o Brasil é improdutivo /tem baixa produtividade (1 norte americanno produz mais que 4 brazucas)

    ou o Brasil NÃO tem infraestrutura que facilita a produtividade (pontes, ferrovias, hidrovias, metrô, ruas, semáforos, internet e computadores rápidos, refinarias EDUCAÇÃO eficiente..etc) A falta disso ou desgasta fisicamente e temporalmente/ficar preso no transito o trabalhador ou estraga/atravanca a produção.

    ou a cadeia de suprimento mundial (materias primas) foi danificada… FICAEMCASA…lembram?!

    A CONTA DE JUROS é pesada e o POVO não sabe…. VAMOS pagar de juros em 2022 uns 200 bilhões de reais….ante os 150 bilhões de 2021..

    QUANTAS ESTRADAS, METRÔS PONTES, TUNEIS E SEMAFOROS AUTOMATIZADOS PODERIAM SEREM FEITOS COM ESSA GRANA?!?!?

    e o pouco que restam dos altos impostos pagos…
    GASTAM-SE COM SHOWzinhos showmicios dos PTralhas….. e ninguém se indigna…ops…ISSO CAUSA INFLAÇÃO TAMBÉM….POVO OVELHA!

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