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Economia

IPCA: inflação sobe 0,24% em junho e estoura teto da meta

Alta do índice reflete aumento das contas de luz no último mês

São Paulo - Energia elétrica; governo | Foto: Reprodução/Agência Brasil
Energia elétrica: subsídios bilionários | Foto: Reprodução/Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação, subiu 0,24% em junho, 0,02 ponto porcentual abaixo da taxa de 0,26% registrada em maio, informou nesta quinta-feira, 10, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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No ano, o IPCA acumula alta de 2,99%, e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 5,35%, acima dos 5,32% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2024, a variação havia sido de 0,21%.

Com isso, a inflação estourou o teto da meta, de 4,5%. A meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com tolerância de 1,5% para mais ou para menos.

IPCA: 8 dos 9 grupos têm alta da inflação em junho

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE em junho, apenas o grupo alimentação e bebidas teve queda de preços. A maior alta e o maior impacto vieram de habitação, em razão do aumento da energia elétrica.

Com a vigência da bandeira tarifária vermelha patamar 1 no mês de junho, que adicionou R$ 4,46 na conta de luz a cada 100 KWh consumidos, a energia elétrica residencial (2,96%) foi o subitem com o maior impacto individual no índice do mês (0,12 ponto porcentual).

Variação e impacto da inflação em junho - IPCA - 10/07/2025 | Foto: Reprodução/IBGE
Variação e impacto da inflação em junho – IPCA – 10/07/2025 | Foto: Reprodução/IBGE

No ano, energia elétrica residencial acumula uma alta de 6,93%, destacando-se como o principal impacto individual (0,27 p.p.) no resultado acumulado do IPCA (2,99%). Essa variação (6,93%) é a maior para um primeiro semestre desde 2018 quando o acumulado foi de 8,02%.

O grupo alimentação e bebidas, que tem o maior peso no IPCA, foi o único dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados a apresentar variação negativa em junho (-0,18%) depois de alta de 0,17% em maio. Depois de nove meses consecutivos de altas, a queda em junho foi impulsionada pela alimentação no domicílio que saiu de 0,02% em maio para -0,43% em junho, com as quedas do ovo de galinha (-6,58%), do arroz (-3,23%) e das frutas (-2,22%). No lado das altas destaca-se o tomate (3,25%).

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