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Economia

IPCA: inflação sobe 0,33% em dezembro e fecha 2025 em 4,26%

Pesquisa de preços foi divulgada nesta sexta-feira, 9, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Inflação em 2025 ficou em 4,26% | Foto: Gerada por IA
Inflação em 2025 ficou em 4,26% | Foto: Gerada por IA

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no país, subiu 0,33% em dezembro, segundo dados divulgados às 9h pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta é 0,15 ponto porcentual acima do índice de novembro. No ano, o IPCA acumulou alta de 4,26%, acima da meta de 3% e levemente abaixo do teto da meta, de 4,5%.

Inflação: 8 dos 9 grupos pesquisados têm alta de preços em dezembro

De acordo com o IBGE, oito dos nove grupos que fazem parte da pesquisa de preços tiveram alta da inflação em de dezembro. Apenas o grupo habitação teve queda, de 0,33%.

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Entre os demais grupos, a maior variação (0,74%) e o maior impacto (0,15 ponto porcentual) vieram de transportes. O grupo artigos de residência (0,64%) teve a segunda maior variação em dezembro, depois do recuo de 1% registrado em novembro.

IPCA de dezembro de 2025: alta e impacto | Foto: Reprodução/IBGE
IPCA de dezembro de 2025: alta e impacto | Foto: Reprodução/IBGE

O avanço nos transportes foi impulsionado principalmente pelos aumentos expressivos nos preços do transporte por aplicativo, que subiu 13,79%, e das passagens aéreas, com alta de 12,61%. Os combustíveis, depois de caírem 0,32% em novembro, subiram 0,45% em dezembro, com o etanol em alta de 2,83%, o gás veicular de 0,22%, a gasolina de 0,18% e o óleo diesel em queda de 0,27%.

Outras altas

O segmento de artigos de residência teve elevação de preços de 0,64%, refletindo os reajustes em produtos como TV, som e informática, que aumentaram 1,97%, além dos aparelhos eletroeletrônicos, que subiram 0,81%. No mês anterior, ambos os itens haviam registrado retração superior a 2%.

Em saúde e cuidados pessoais, a alta foi de 0,52%, com destaque para o plano de saúde, que subiu 0,49%, e para os artigos de higiene pessoal, que aumentaram 0,52%. Já no grupo despesas pessoais, o ritmo de crescimento desacelerou de 0,77% em novembro para 0,36% em dezembro, influenciado por aumentos de 1,28% em serviços de cabeleireiro e barbeiro, 0,48% para empregados domésticos, e queda de 3,10% em hospedagem, que havia subido 4,09% no mês anterior.

Inflação de dezembro na alimentação

O grupo alimentação e bebidas apresentou elevação de 0,27% em dezembro. A alimentação no domicílio, depois de seis meses de queda, subiu 0,14%, puxada pelas seguintes altas:

  • cebola (12,01%);
  • batata-inglesa (7,65%); e
  • carnes (1,48%).

Entre as carnes, as maiores altas foram registradas no contrafilé (2,39%), alcatra (1,99%) e costela (1,89%). os preços das frutas também subiram 1,26%, com destaques para mamão (7,85%) e banana-prata (4,32%). Por outro lado, leite longa vida (-6,42%), tomate (-3,95%) e arroz (-2,04%) tiveram queda.

A alimentação fora do domicílio cresceu 0,60%, acelerando em relação ao mês anterior, que foi de 0,46%. Os lanches subiram 1,50% e as refeições, 0,23%.

Habitação: única queda entre os grupos analisados

Habitação foi o único grupo com variação negativa em dezembro, saindo de alta de 0,52% em novembro para recuo de 0,33%, impactado principalmente pela queda de 2,41% na energia elétrica residencial, que representou o maior impacto negativo (-0,10 ponto porcentual).

A mudança ocorreu devido à adoção da bandeira tarifária amarela, com cobrança adicional de R$ 1,885 por 100 kWh, em substituição à bandeira vermelha patamar 1, que acrescentava R$ 4,46 para o mesmo consumo no mês anterior. Houve ainda reajustes de 21,95% em uma concessionária de Porto Alegre (3,90%) desde 22 de novembro, e de 10,48% em Rio Branco (3,80%) a partir de 13 de dezembro.

Destaques regionais

Entre os índices regionais, Porto Alegre apresentou a maior alta, com 0,63%, resultado do aumento na energia elétrica residencial (3,90%) e no transporte por aplicativo (17,75%). Já São Luís teve a menor variação, com recuo de 0,19%, influenciado pela queda nos preços da energia elétrica residencial (-4,83%) e das frutas (-6,01%).

1 comentário
  1. PAULO ROGERIO SANTOS DE SOUZA
    PAULO ROGERIO SANTOS DE SOUZA

    Com esse IBEGE! Não acredito nesses dados.

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