publicidade
Brasil, Economia

Junho tem o maior volume de vendas do ano, informa Receita

Segundo o secretário da Receita Federal, José Tostes, o comércio eletrônico foi a grande força motriz das compras

José Tostes
José Barroso Tostes Neto, Secretário da Receita Federal | Foto: Foto: Clauber Cleber Caetano/PR

Segundo o secretário da Receita Federal, José Tostes, o comércio eletrônico foi a grande força motriz das compras

José Tostes
José Barroso Tostes Neto, Secretário da Receita Federal | Foto: Clauber Cleber Caetano/PR

A Receita Federal identificou que as vendas registradas por meio de notas fiscais eletrônicas em todo País reagiram em junho e atingiram o maior patamar do ano, com uma média diária de R$ 23,9 bilhões.

Receba nossas atualizações

O crescimento chegou a 15,6% na comparação com maio e a 10,3% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Essas notas funcionam como um “termômetro” da atividade econômica porque registram negócios que ocorrem diariamente.

LEIA MAIS: O DOSSIÊ COMPLETO DOS GASTOS DO STF

O secretário da Receita, José Barroso Tostes Neto, avalia que os dados do registro diário das notas fiscais em todas as regiões sinalizam o início de uma recuperação importante, embora ainda “aquém” do que o País precisa.

O mais importante, segundo ele, foi a reversão da tendência de queda brutal de abril. “É um retrato da economia real. O que está registrado aqui é o que foi vendido”, ressalta.

Setores com resultados positivos

Um grupo de 200 mil empresas conseguiu manter o volume de vendas mesmo durante a pandemia.

Entre os setores nesta condição estão construção civil, informação e comunicação, supermercados e farmácias, além da agroindústria e da indústria extrativa e de transformação.

A alta das compras públicas pelo governo federal, Estados e municípios para atender às necessidades das medidas de combate e tratamento da covid-19 – como construção de hospitais de campanha, compra de equipamentos e contratação de pessoal – também ajudou.

LEIA MAIS: O MONSTRO ESTADO E A ECONOMIA INFORMAL

Outro fator que segurou as vendas foi o próprio programa de auxílio emergencial de R$ 600, distribuído à população mais vulnerável, e que atendeu as necessidades imediatas de consumo dos mais pobres que ficaram sem renda.

Os dados da Receita mostram que as quantidades de notas fiscais eletrônicas emitidas ficaram em junho acima dos níveis anteriores ao impacto da covid-19, ocorrido em março. No acumulado do ano, as vendas em 2020 e 2019 se equivalem, em termos reais.

A melhora já havia começado em maio, quando as vendas cresceram 9,1% em relação a abril, mas ainda apresentavam queda de 16,8% ante o mesmo mês do ano passado.

‘Trajetória’

As quantidades de notas fiscais eletrônicas subiram gradualmente após o choque da covid-19 (na 13.ª semana) e permanecem maiores do que no início do ano.

“Precisaremos de mais tempo e de muitas outras medidas para retomar uma trajetória sustentável de crescimento, porém, essa reversão foi importante e a constatação de que o fundo de poço foi em abril”, ressalta o secretário da Receita, José Tostes.

As notas incluem as vendas das empresas para administração pública; de companhia para companhia como, por exemplo, de um distribuidor para uma atacadista; e as vendas das empresas diretamente para o consumidor final. Um convênio assinado com os Estados vai permitir a inclusão dos dados do varejo.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, passou a semana reforçando o discurso de que os primeiros indicadores mostram recuperação da economia brasileira em junho.

“Abril foi o fundo do poço, em maio começou ligeira recuperação e junho acelerou”, disse ele na sexta-feira, 3, durante evento virtual promovido pela Associação Brasileira de Indústria de Base (Abdib).

Ele tem cobrado da equipe dados mais aprofundados sobre o movimento de recuperação econômica depois da pandemia. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, ele vai criar uma secretaria especial sobre estudos econômicos, reunindo IPEA, IBGE e a Secretaria de Política Econômica.

Web dita ritmo de negócios

O isolamento social durante a pandemia da covid-19 fez disparar as vendas pelo comércio eletrônico. Em junho, o crescimento das notas fiscais eletrônicas referentes a vendas pela internet chegou a 73% em relação ao mesmo mês do ano passado.

O crescimento do comércio eletrônico já estava forte antes da pandemia e, com o isolamento e o fechamento do comércio, ganhou ainda mais força. A média diária chegou a R$ 670 milhões durante o mês passado.

“Certamente vai continuar depois da pandemia. É uma adaptação a uma nova cultura, assim como estamos nos adaptando ao trabalho remoto”, disse o secretário da Receita Federal, José Tostes.

Segundo Tostes, a tendência de crescimento do comércio eletrônico vai continuar porque novos hábitos estão sendo criados. “Há um longo caminho a percorrer, mas estamos na direção certa no rumo da recuperação.”

Em pouco mais dois meses de pandemia foram abertos 107 mil novos estabelecimentos criados na internet, segundo levantamento da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm), entre 23 de março e 31 de maio.

Com informações do Estadão Conteúdo.

Leia mais sobre:

2 comentários
    1. Afonso Marangoni

      Legal, Paulo! Seguimos juntos com informações importantes aqui em Oeste

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade