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Economia

Justiça bloqueia bens da Fictor, que tentou comprar o Master

O arresto foi concedido contra as empresas Fictor Agro e Fictor Invest

O Fictor ganhou projeção nacional ao assinar um contrato de patrocínio de R$ 30 milhões anuais com o Palmeiras | Foto: Divulgação
O local serviu de cenário tanto para encontros com membros do governo Lula quanto para uma reunião com objetivo de fabricar um dossiê contra o advogado Eli Cohen | Foto: Divulgação

A Justiça de São Paulo determinou, em decisão liminar, o bloqueio de até R$ 500 mil em bens de empresas ligadas ao Grupo Fictor, que tentou adquirir o Banco Master antes da liquidação pelo Banco Central.

A decisão foi proferida na segunda-feira 9 pelo desembargador Dario Gayoso Junior, da 27ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), em ação movida por uma investidora.

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O arresto foi concedido contra a Fictor Agro e a Fictor Invest, esta última incluída no pedido de recuperação judicial do grupo, protocolado em 1º de fevereiro. A autora da ação, uma aposentada, firmou com a holding uma Sociedade em Conta de Participação (SCP) e investiu R$ 500 mil.

Detalhes da ação contra a Fictor

Master Executivo da financeira Fictor durante apresentação a investidores | Foto: Divulgação/Fictor
Executivo da financeira Fictor durante apresentação a investidores | Foto: Divulgação/Fictor

Segundo a ação, a investidora deixou de receber a remuneração mensal pactuada e alegou risco de insolvência do grupo, além de indícios de esquema de “pirâmide financeira”. Diante disso, pediu o arresto cautelar de ativos financeiros e bens imóveis das empresas.

Na decisão, o desembargador reconheceu o aporte de R$ 500 mil e citou notícias sobre o pedido de recuperação judicial, apontando a possibilidade de perda dos valores investidos. Para o magistrado, há indícios de que as empresas não pretendem restituir os recursos, o que autoriza o bloqueio liminar.

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O advogado Vitor Gomes de Mello, que representa a aposentada, afirmou que a decisão é “extremamente relevante” por sinalizar que o Judiciário pode agir para evitar o desaparecimento de recursos quando há indícios concretos de inadimplência.

O Grupo Fictor é investigado pela Polícia Federal pela tentativa de compra do Banco Master, em novembro do ano passado. No início deste mês, a Associação Brasileira dos Assessores de Investimentos (Abai) protocolou denúncia administrativa na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) contra a Fictor Holding e a Fictor Agro.

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