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Economia

Justiça proíbe donos da 123milhas de saírem do país

Depoimento dos sócios na CPI está marcado para quarta-feira 6

Donos 123 milhas
123 milhas tem dívida de mais de R$ 2 bilhões | Foto: Reprodução

A Justiça Federal proibiu que os donos da 123milhas saiam do país. A medida foi tomada para garantir que compareçam na CPI das Pirâmides Financeiras. Também está autorizada a condução coercitiva deles, para garantir a ida à Câmara dos Deputados na data marcada. 

Ramiro Julio Soares Madureira e Augusto Júlio Soares Madureira estão convocados para depor na quarta-feira 6. Os donos da 123milhas terão de explicar a suspensão dos pacotes e a emissão de passagens promocionais com embarques em 2023.

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No dia 18 de agosto, a empresa tomou a medida que prejudicou centenas de clientes da agência de viagens. A crise levou à abertura de uma série de ações judiciais e até um pedido de recuperação judicial.

Leia também: “Deputado já fala em CPI das passagens aéreas em razão de cancelamentos” 

“Eles têm o dever jurídico não só de comparecimento, mas também de fiel observância dos trâmites legais inerentes à convocação”, diz trecho da sentença proferida pelo juiz Edison Grillo. “Não lhes sendo facultada a prerrogativa de a seu bel-prazer escolherem data de apresentação.”

123milhas na CPI das Pirâmides Financeiras

A comissão da CPI, que apura indícios de fraude de empresas de serviços, entende que a situação da 123milhas se parece com esquemas de pirâmide financeira. Por isso, Ramiro e Augusto foram convocados como testemunhas, mas chegaram a faltar duas vezes.

123 milhas demissão massa
123 Milhas: fora de programa governamental depois de suspender pacotes promocionais | Foto: Reprodução

De acordo com o deputado Áureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), “a tendência é o colapso do esquema e a ruína dos participantes, que, muitas vezes de boa-fé, realizaram as suas compras e jamais recuperarão os seus recursos”.

Dívida de mais de R$ 2 bilhões incluem bancos

A 123milhas apresentou uma lista bilionária de credores em seu pedido de recuperação judicial à justiça mineira. Encabeçada por bancos e grandes empresas, a dívida é de cerca de R$ 2,3 bilhões. Banco do Brasil, Bradesco e Google lideram em valores. 

  • Banco Bradesco R$ 22,7 milhões 
  • Bradesco R$ 13,2 milhões 
  • Google R$ 7 milhões 
  • Facebook R$ 5,5 milhões
  • Banco Itaucard R$ 1,8 milhão

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