A Kering, dona da Gucci, decidiu abandonar o setor de beleza. O grupo francês vendeu sua divisão de cosméticos e perfumes para a L’Oréal por € 4 bilhões. O acordo foi confirmado neste domingo, 19, e marca o primeiro grande movimento do novo presidente-executivo, Luca de Meo.
A operação inclui a marca de fragrâncias Creed e os direitos exclusivos de explorar perfumes e produtos de beleza de três grifes de luxo: Gucci, Bottega Veneta e Balenciaga. A L’Oréal, que já produz perfumes da Yves Saint Laurent desde 2008, passa a comandar agora o portfólio mais valioso da Kering Beauty.
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De Meo assumiu o comando do grupo em setembro e prometeu decisões duras para ajustar as contas. A dívida líquida da Kering chegava a € 9,5 bilhões no fim de junho. Somado a isso, o grupo tinha mais € 6 bilhões em obrigações de longo prazo.
François-Henri Pinault criou a divisão de beleza em 2023. Ele comprou a Creed por € 3,5 bilhões e apostou na diversificação de receitas. A iniciativa, porém, falhou. A unidade registrou um prejuízo de € 60 milhões no primeiro semestre deste ano.
A pressão aumentou quando a receita da Gucci caiu 25% em relação ao mesmo período do ano anterior. A queda da demanda no mercado chinês e os temores de rebaixamento de crédito agravaram o cenário.
Contrato com a Gucci só entra em vigor em 2028
Atualmente, a licença dos perfumes da Gucci pertence à Coty. Analistas estimam que o contrato com a L’Oréal entre em vigor apenas em 2028, quando a concessão atual terminar. A expectativa, no entanto, é que a L’Oréal comece a se preparar desde já para assumir a produção e a distribuição dos produtos.
O novo acordo consolida uma relação antiga entre L’Oréal e o grupo controlado pela família Pinault. A transação também se tornou a maior aquisição da história da L’Oréal, superando a compra da australiana Aesop, vendida por US$ 2,5 bilhões em 2023.
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O gigante da beleza revelou que ainda avalia outras aquisições em 2025. Segundo a agência Reuters, executivos da L’Oréal já conversaram com representantes do Grupo Armani. O nome da empresa aparece como possível comprador minoritário da casa de moda fundada por Giorgio Armani — que morreu em setembro, aos 91 anos.
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