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Economia

Liquidação do Master ameaça 92 fundos e exige troca urgente de administrador

Processo coloca em risco operações caso carteiras não encontrem novos administradores ou não tenham recursos para honrar obrigações

Banco Master na rua Elvira Ferraz, em Itaim Bibi, bairro nobre de São Paulo | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Banco Master na rua Elvira Ferraz, em Itaim Bibi, bairro nobre de São Paulo | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A liquidação do Banco Master cria um efeito imediato sobre 92 fundos de investimento sob a administração da Master Corretora. As carteiras não integram a massa falida da instituição. Porém, podem ser liquidadas e ter o patrimônio distribuído entre os cotistas. A hipótese existe caso os fundos não contratem com urgência um novo administrador ou não disponham principalmente de caixa para cumprir as suas dívidas.

Conforme advogados, o patrimônio dos fundos fica totalmente à parte do balanço da instituição liquidada. O patrimônio líquido conjunto desses 92 fundos soma R$ 14,4 bilhões. A maioria é formada por Fundos de Investimento em Direitos Creditórios. Eles totalizam 53 estruturas, seguidos por 19 fundos multimercado.

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Liquidação: serviços obrigatórios

A CVM lembra que o administrador deve contratar serviços essenciais como tesouraria, controle, escrituração e auditoria. Quando o administrador recebe autorização pelo Banco Central, pode executar parte dessas funções internamente.

Depois da liquidação, o BC nomeou Eduardo Félix Bianchini como responsável temporário. Ele conduz a administração dos fundos e assume o papel de gestor até a escolha de substitutos permanentes. Especialistas destacam, contudo, que, com a liquidação, o administrador perde imediatamente a capacidade de operar os fundos ou movimentar seus ativos. Reguladores priorizam a proteção dos cotistas.

Leia também: “Aos amigos, favores; aos inimigos, a lei”, reportagem publicada na Edição 299 da Revista Oeste

A definição dos novos administradores ocorrerá em assembleias de cotistas, que também poderão decidir pela própria liquidação dos fundos.
Gestoras afetadas já convocam assembleias para agilizar a troca. O maior fundo impactado é o Revolution, de renda fixa, com patrimônio líquido de R$ 4,9 bilhões.

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