A liquidação do Banco Master cria um efeito imediato sobre 92 fundos de investimento sob a administração da Master Corretora. As carteiras não integram a massa falida da instituição. Porém, podem ser liquidadas e ter o patrimônio distribuído entre os cotistas. A hipótese existe caso os fundos não contratem com urgência um novo administrador ou não disponham principalmente de caixa para cumprir as suas dívidas.
Conforme advogados, o patrimônio dos fundos fica totalmente à parte do balanço da instituição liquidada. O patrimônio líquido conjunto desses 92 fundos soma R$ 14,4 bilhões. A maioria é formada por Fundos de Investimento em Direitos Creditórios. Eles totalizam 53 estruturas, seguidos por 19 fundos multimercado.
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Liquidação: serviços obrigatórios
A CVM lembra que o administrador deve contratar serviços essenciais como tesouraria, controle, escrituração e auditoria. Quando o administrador recebe autorização pelo Banco Central, pode executar parte dessas funções internamente.
Depois da liquidação, o BC nomeou Eduardo Félix Bianchini como responsável temporário. Ele conduz a administração dos fundos e assume o papel de gestor até a escolha de substitutos permanentes. Especialistas destacam, contudo, que, com a liquidação, o administrador perde imediatamente a capacidade de operar os fundos ou movimentar seus ativos. Reguladores priorizam a proteção dos cotistas.
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A definição dos novos administradores ocorrerá em assembleias de cotistas, que também poderão decidir pela própria liquidação dos fundos.
Gestoras afetadas já convocam assembleias para agilizar a troca. O maior fundo impactado é o Revolution, de renda fixa, com patrimônio líquido de R$ 4,9 bilhões.
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