Mansueto: Brasil deve crescer 4,3% em 2021, mas pode surpreender

Segundo o ex-secretário do Tesouro, dependendo do êxito da campanha de vacinação contra a covid-19 e da reabertura dos setores da economia, o país pode se aproximar de 5% de alta do PIB
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Mansueto Almeida, ex-secretário do Tesouro, falou sobre as perspectivas da economia brasileira em seminário promovido pelo BTG Pactual
Mansueto Almeida, ex-secretário do Tesouro, falou sobre as perspectivas da economia brasileira em seminário promovido pelo BTG Pactual | Foto: Reprodução

O economista-chefe do BTG Pactual e ex-secretário do Tesouro Nacional Mansueto Almeida projetou nesta quarta-feira, 26, que a economia brasileira crescerá mais de 4% em 2021 e pode até se aproximar dos 5%. Ele participou de um seminário promovido pelo BTG, em um painel no qual se discutiu a retomada econômica do país no pós-pandemia de covid-19.

“Muita gente estava esperando que no primeiro trimestre tivéssemos uma queda do PIB [Produto Interno Bruto] de 0,5% em relação ao último trimestre de 2020. Mas os dados que saíram até agora mostraram crescimento de 2,3% no primeiro trimestre, mesmo com distanciamento social”, destacou Mansueto. “Caminhamos para um crescimento neste ano em torno de 4,3% [em 2021]. Mas podemos ser surpreendidos positivamente.”

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Segundo o ex-secretário do Tesouro, dependendo do êxito da campanha de vacinação contra a covid-19 e da reabertura dos setores da economia, o Brasil pode se aproximar de 5% de alta do PIB. “Se tivermos um último trimestre muito bom, com a economia plenamente aberta, podemos ser surpreendidos. Pode até levar o crescimento da economia para algo em torno de 4,5% a 5%”, projetou.

Para Mansueto, “as empresas aprenderam a trabalhar com distanciamento social”. “Indústrias e serviços que não precisam de um contato pessoal, assim como serviços financeiros, de software etc., tiveram uma recuperação muito forte”, disse. “A surpresa veio dos dados que saíram em março. Com a segunda onda e o número de mortes mais alto que no ano passado, a gente esperava que isso freasse a economia, mas não aconteceu.”

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Desemprego

Apesar do otimismo em relação ao crescimento do PIB para este ano, Mansueto afirmou que o país ainda deve continuar convivendo com elevados índices de desemprego nos próximos anos. “Mais de 60% do PIB do Brasil está ligado ao setor de serviços, que é o setor que emprega. A taxa de desemprego deve continuar ainda alta. Tradicionalmente, todo ano no Brasil chegam 1,5 milhão de pessoas novas no mercado de trabalho. E a gente ainda está com um número muito grande de pessoas que perderam seus postos de trabalho”, lembrou.

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“O nosso desafio nos próximos anos é gerar emprego para essas pessoas que saíram do mercado de trabalho e gerar novos postos para esse fluxo de 1,5 milhão de pessoas que chegam”, concluiu o economista-chefe do BTG Pactual.

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