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Economia

Mercado eleva projeção de alta do PIB para 2022

Pela terceira semana consecutiva, analistas do mercado aumentaram a estimativa para a inflação no país

boletim focus
O mercado financeiro prevê uma diminuição da balança comercial em R$ 500 milhões | Foto: Gerd Altmann/Pixabay

Os analistas do mercado consultados pelo Banco Central (BC) para a edição desta semana do Boletim Focus aumentaram levemente a estimativa de crescimento da economia brasileira para este ano.

De acordo com o relatório, divulgado nesta segunda-feira, 31, o Produto Interno Bruto (PIB) do país deve avançar 0,3% em 2022. Na semana passada, a projeção era uma alta de 0,29%.

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Já para 2023, o mercado reduziu a expectativa de expansão do PIB de 1,69% para 1,55%.

Inflação

Pela terceira semana consecutiva, os analistas do mercado elevaram a projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do Brasil. O indicador foi de 5,15% para 5,38%.

Para este ano, a meta central de inflação é de 3,50% — ela será oficialmente cumprida se ficar entre 2% e 5%.

Em relação ao ano que vem, o mercado financeiro subiu a estimativa de inflação de 3,4% para 3,5%. No ano que vem, a meta está fixada em 3,25% e será formalmente cumprida se oscilar entre 1,75% e 4,75%.

Taxa de juros

De acordo com a nova edição do Boletim Focus, a expectativa dos analistas para a taxa básica de juros da economia (Selic) se manteve inalterada em 11,75% ao ano para o fim de 2022.

Nesta semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC se reunirá para definir a nova taxa Selic. A expectativa do mercado é que haja um aumento dos atuais 9,25% ao ano para 10,75% ao ano.

Para 2023, os analistas estimam a taxa de juros em 8% — mesma projeção da semana passada.

Boletim Focus

Embora as oscilações para mais ou para menos pareçam representar pouca diferença, um simples aumento de 0,1 ponto porcentual na estimativa de inflação ou de crescimento do PIB de uma semana para outra é significativo.

“O Focus é revisado toda semana. São 52 semanas no ano. Ele muda aos poucos. Em geral, a mediana muda mais lentamente”, explica a Oeste o economista Samuel Pessôa, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

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