Mercado projeta inflação acima de 5% em 2022

Se expectativa se confirmar, teto da meta estipulada pelo governo será ultrapassado pelo segundo ano consecutivo
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Segundo analistas do mercado, inflação de 2022 vai superar o teto da meta, de 5%
Segundo analistas do mercado, inflação de 2022 vai superar o teto da meta, de 5% | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Segundo o relatório do Boletim Focus, do Banco Central (BC), divulgado nesta segunda-feira, 6, o mercado financeiro já projeta que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, ficará acima de 5% em 2022.

Caso a estimativa dos analistas consultados pelo BC se confirme, o teto da meta estipulada pelo governo será ultrapassado pelo segundo ano consecutivo.

De acordo com a mais nova edição do Boletim Focus, as projeções para a inflação do ano que vem subiram de 5% para 5,02% — foi o 20º aumento semanal consecutivo. Em 2022, a meta central de inflação é de 3,5% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2% a 5%.

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Para 2021, a estimativa do mercado passou de 10,15% para 10,19%, o que corresponde à 35ª alta seguida. O centro da meta de inflação para este ano é de 3,75% e, pelo sistema vigente no país, ela será considerada cumprida se ficar entre 2,25% e 5,25% neste ano.

PIB

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), os economistas ouvidos pelo BC voltaram a diminuir as projeções para o crescimento do país em 2021, desta vez de 4,78% para 4,71%. Para o ano que vem, o recuo foi de 0,58% para 0,51%.

Juros

Segundo o Boletim Focus, a projeção para a taxa básica de juros (Selic) da economia brasileira se manteve em 9,25% ao ano em 2021 e 11,25% ao ano no fim de 2022.

Boletim Focus

Embora as oscilações para mais ou para menos pareçam representar pouca diferença, um simples aumento de 0,1 ponto porcentual na estimativa de inflação ou de crescimento do PIB de uma semana para outra é significativo.

“O Focus é revisado toda semana. São 52 semanas no ano. Ele muda aos poucos. Em geral, a mediana muda mais lentamente”, explica a Oeste o economista Samuel Pessôa, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

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