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Economia

Mercado volta a elevar projeções de juros e inflação para 2024 e 2025

Estimativa para IPCA deste ano subiu de 3,86% para 3,88%

Copom define juros do país nesta semana | Foto: Reprodução/Senado Federal
Copom define juros do país nesta semana | Foto: Reprodução/Senado Federal

Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) voltaram a subir a projeção de juros e inflação para 2024 e 2025. É o que revela o Boletim Focus desta segunda-feira, 3.

Para a Selic, a expectativa passou a 10,25% neste ano, ante os 10% do relatório da semana passada. Em 2025, os juros subiram de 9% para 9,18%. Para 2026 e 2027, as projeções se mantiveram em 9%.

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Já para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a estimativa passou de 3,86% na segunda-feira passada para 3,88%. No ano que vem, os analistas também esperam a inflação mais alta, em 3,77%, contra os 3,75% do último boletim. Para 2026, o IPCA teve leve alta e passou de 3,58% a 3,60%. Em 2027, o número permanece em 3,50%.

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As expectativas para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e para o câmbio, por outro lado, não tiveram alterações no Boletim Focus desta semana. O mercado espera um PIB de 2,05% para 2024 e de 2% em 2025, 2026 e 2027.

Enquanto isso, o dólar deve encerrar este ano cotado a R$ 5,05 — mesma estimativa de 2025. Para 2026 e 2027, os analistas esperam a moeda americana em R$ 5,10.

Resultado primário e dívida pública

A projeção para o resultado primário em 2024 permaneceu no mesmo déficit de -0,70% do PIB das duas últimas semanas. Para 2025, no entanto, a estimativa melhorou, passando de -0,63% do PIB para -0,60% do PIB.

Para 2026, a projeção se mantém em -0,50% do PIB há pelo menos 13 semanas. Em 2027, a previsão também melhorou, passando de um déficit de -0,35% do PIB para -0,30% do PIB.

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Já para a dívida líquida do setor público, a estimativa para 2024 caiu de 63,80% do PIB para 63,70% do PIB. Para 2025, a projeção permanece nos mesmos 66,50% do PIB nas quatro semanas. Para 2026, os analistas ainda esperam 68,30% do PIB, enquanto a dívida prevista para 2027 passou de 70,55% do PIB para 70,88% do PIB.

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