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Economia

Ministro diz que governo estuda subsídio na conta de luz para garantir ‘transição energética’

Alexandre Silveira discute o tema no Fórum Econômico Mundial

O Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse que governo estuda maneiras de financiar o impacto da transição energética | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva está avaliando formas de compensar o consumidor pelo possível aumento da conta de luz com os investimentos em transição energética.

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A afirmação foi feita em Davos, na Suíça, onde o ministro participa do Fórum Econômico Mundial e tenta emplacar o Brasil como uma liderança em bioenergia.

“Nós estamos estudando alternativas”, disse Silveira à Folha de S.Paulo. “Não quero chamar de subsídio; eu quero chamar de como nós vamos financiar o impacto que a transição energética terá na conta de luz, e como que nós vamos poder continuar a financiar de forma tal que nos abra espaço para continuar avançando na transição sem perder vigor na economia.”

O ministro, que defende um “Estado forte” no setor de energia, projeta o Brasil como “celeiro de descarbonização do planeta”. Mas isso somente se houver recursos para estimular as fontes de energia renováveis e subsídios aos consumidores.

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Enquanto esse futuro sem combustíveis fósseis não chega, Silveira quer mesmo é investir em petróleo. A meta é conseguir autorização para explorar a Margem Equatorial na foz do Rio Amazonas. Os recursos eventualmente advindos com esse possível petróleo poderiam financiar a transição energética.

“Não há ninguém que possa bater o martelo em quanto tempo a transição energética se dará de forma efetiva. Quando eu vejo uma coisa mais contextual, aposto que o petróleo ainda vai ser uma fonte energética importante entre 20 e 30 anos”, declarou à Folha.

Além de falar sobre transição energética, ministro critica privatizações no setor de energia e defende “Estado forte”

Transição energética
Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, e Alexandre Silveira, no Fórum Econômico Mundial | Foto: Divulgação/World Economic Forum

O ministro também criticou as privatizações no setor de energia, como a Eletrobras, sob o argumento de que isso traz um “risco à segurança energética”. Porém, elogiou os leilões de linhas de transmissão realizados pelo governo Lula nos últimos meses.

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O ministro disse que não descarta a reestatização de empresas e disse que a judicialização e as multas podem ser usadas como instrumento para forçar as empresas a cumprirem compromissos.

“Nada contra o lucro, mas o setor elétrico é como o setor de saúde, você não pode olhar para o setor elétrico com olhos exclusivamente de rentabilidade. A mão do Estado nesse setor tem que ser tão forte quanto é a mão do Estado na segurança, na saúde e na educação, que são constitucionalmente protegidos”, declarou.

4 comentários
  1. Candido Andre Sampaio Toledo Cabral
    Candido Andre Sampaio Toledo Cabral

    Esse é o negócio da Marina Silva. Discutir o meio ambiente tomando champanhe na Suíça.

  2. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    Estamos pensando em projetos de transição energética para o carbono zero mas por enquanto continuamos com exploração de petróleo por pelo menos uns 30 anos ou mais. Pronto, está feito o discurso dos blá, blá, blá,…
    Quanto aos famosos carros elétricos, eu só quero saber de onde virá a energia para abastecer a frota que pretendem substituir. Simples assim. Teremos sucessivos apagões?

  3. Célio Antônio Carvalho
    Célio Antônio Carvalho

    Negativo Senhor Ministro. O Estado é inapto, incapaz, além de corrupto. Não é possível uma asneira tamanha.
    A privatização só traz melhorias a todos, vide sistema Telebras!
    O Estado tem de se limitar ao controle e olhe lá.
    Nada é do Estado. Tudo bem dos impostos!
    Se ficar concedendo “benefícios” indistintamente não há economia, nem contribuição que aguente!
    Já temos uma carga de impostos altíssima, insuportável. São três trilhões de reais anuais arrancados de todos. Já não bastam?
    É preciso acabar com as mordomias, isso sim, com os privilégios! E isso é inegociável nesse jogo de barganhas desse governo!
    Ah, BRASIL, daqui uns 500 anos talvez comecemos a melhorar um muncadim!

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