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Economia

Moeda de R$ 0,50 pode valer até R$ 2 mil

Erro na cunhagem é a causa da valorização

50 centavos
Moedas de R$ 0,50 desse modelo começaram a ser cunhadas a partir de 1994 | Foto: Reprodução/Banco Central

Conhecida como “mula” ou híbrida, uma moeda rara de R$ 0,50 pode valer até R$ 2 mil. Isso porque, na face, em vez de 50, aparece apenas o número 5. Trata-se de uma falha na cunhagem, em 2012, que encanta os colecionados e faz o valor disparar.

O equívoco foi percebido rapidamente e as moedas de 5 foram recolhidas e devolvidas aos cofres. De alguma forma, alguns milhares de exemplares entraram em circulação e se tornaram alvo dos colecionadores.

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Na mesma medida, também despertou a atenção dos falsificadores, que, conscientes dos ganhos com a moeda de 5, passaram a cunhar imitações com o erro.

O comércio de moedas raras no Brasil foi impulsionado pelo lançamento das moedas comemorativas das Olimpíadas de 2016. Segundo Oswaldo Rodrigues, diretor de Comunicação da Sociedade Numismática Brasileira (SNB), entender as sutilezas do mercado de moedas é crucial.

R$,50 cunhado em 2012, com erro | Foto: Reprodução

Como avaliar a raridade de uma moeda

Para uma moeda ser considerada rara, é necessário que um número muito reduzido dela tenha sido colocado em circulação. “Sempre pense que é rara quando existem menos de 100 moedas disponíveis no mundo”, esclarece Oswaldo Rodrigues.

Já o principal atributo de uma moeda valiosa e rara é seu estado de conservação. Esses objetos são categorizados de acordo com o grau de desgaste e conservação, desde “Flor de Cunho” (FC), que não apresenta sinais de manuseio, até “um tanto gasta” (UTG), onde apenas a silhueta da figura principal e as letras da periferia são visíveis.

A numismática utiliza uma padronização para qualificar moedas em categorias, segundo seu grau de conservação e desgaste com as seguintes siglas:

  • FC (flor de cunho): sem apresentar o menor sinal de desgaste ou manuseio.
  • S (soberba): deve ter aproximadamente 90% dos detalhes da cunhagem original. 
  • MBC (muito bem conservada): deve apresentar aproximadamente 70% dos detalhes da cunhagem original, porém seu nível de desgaste deve ser homogêneo. 
  • BC (bem conservada) – Os detalhes da cunhagem original devem aparecer em aproximadamente 50%, admitindo-se que alguns detalhes estejam mais aparentes em determinados setores da moeda do que em outros, principalmente nos detalhes altos da cunhagem, letras e números.
  •  R (regular)  – Deve apresentar um mínimo de 25% dos detalhes da cunhagem original, com distribuição irregular dos sinais de forte manuseio sobre o campo da moeda e sua orla.
  • UTG (um tanto gasta) – Apresenta somente a silhueta da figura principal, e as letras da periferia, quando existirem, quase sendo engolidas pela orla desgastada. Não são colecionáveis, a não ser em casos de moedas extremamente raras.

Outras moedas raras

Cunhagem em homenagem à natação nas Olimpíadas 2016 | Foto: Reprodução/Banco Central
  • Moeda de R$ 0,50: Outra moeda de R$ 0,50 muito procurada pelos numismatas é a emitida em 1998, em comemoração aos 50 anos da Declaração dos Direitos Humanos, seu valor pode chegar até R$ 450.
  • Moeda de R$ 1: O Brasil sediou as Olimpíadas no ano de 2016, e em homenagem ao evento e aos esportes, o Banco Central (BC) mandou cunhar várias moedas de R$ 1. Por terem sido poucos exemplares, são consideradas raríssimas. O primeiro tipo foi lançado em 2012, em homenagem à entrega da bandeira ao Brasil. Já os outros 16 tipos simbolizavam cada uma das modalidades paralímpicas ou olímpicas. Seus valores podem variar de R$ 8 a R$ 300.

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