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Economia

Moody’s rebaixa nota do BRB e eleva alerta sobre solvência

Avaliação negativa expõe fragilidades e amplia pressão por recomposição financeira

Fachada do prédio do Banco de Brasília (BRB): tentativa de reduzir o prejuízo | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Nota do BRB cai para CCC+ | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A agência Moody’s rebaixou a classificação do Banco de Brasília (BRB) de BBB- para CCC+. O comunicado saiu na madrugada desta quinta-feira, 2. O novo patamar indica fragilidade financeira e risco elevado de inadimplência. A nota reflete dificuldade para honrar compromissos.

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A agência vincula o rebaixamento à provável necessidade de injeção de capital. A ausência de plano de recomposição intensifica a preocupação. Perdas com ativos ligados ao caso do Banco Master seguem sob auditoria forense. O processo ainda está em apuração.

O Banco Master enfrentava grave crise de liquidez, o que elevou o risco de prejuízo de R$ 50 milhões à Amazonprev | Foto: Reprodução/TV Globo
O Banco Master adquiriu carteiras de crédito consignado da Tirreno por R$ 6,3 bilhões | Foto: Reprodução/TV Globo

Atraso em balanço amplia incertezas do BRB

A Moody’s também destaca o atraso na divulgação das demonstrações financeiras. O prazo regulatório terminou em 31 de março. A falta dessas informações amplia as dúvidas sobre a situação patrimonial. A avaliação indica deterioração da qualidade de crédito.

No relatório, a agência classifica o perfil do banco como muito fraco perante outras instituições nacionais. O documento também aponta proximidade de default sem aporte de capital.

+ Leia também: “BRB tem ao menos 30 dirigentes ligados ao caso Master, diz auditoria

O BRB informou que pretende concluir o plano de capitalização até o fim de maio. O Banco Central estabeleceu 5 de agosto como prazo final.

Um relatório interno do BRB identificou inconsistências em operações com o Banco Master. O documento registra reconhecimento de firma em contratos antes da apresentação ao banco.

O Master adquiriu carteiras de crédito consignado da Tirreno por R$ 6,3 bilhões. Em seguida, transferiu os ativos ao BRB por R$ 11,5 bilhões. A Polícia Federal indicou ausência de lastro nesses ativos. A avaliação classifica os papéis como de baixa qualidade.

O grupo de trabalho do BRB produziu o relatório em 19 de maio de 2025. Dois meses antes, o banco anunciou a intenção de adquirir 58% das ações do Master por R$ 2 bilhões.

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1 comentário
  1. Luiz fernando Chalet ferreira
    Luiz fernando Chalet ferreira

    A escavação continua a dar resultados e consequências . Mas isso não interessa a ninguém , nem ao STF

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