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‘O modelo estatal fracassou’, diz membro do Ministério da Economia

Secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados, Diogo Mac Cord fala em combater a desinformação sobre privatizações
Eletrobras é uma das estatais que o governo federal quer privatizar
Eletrobras é uma das estatais que o governo federal quer privatizar | Foto: Divulgação

O programa de privatizações do governo federal deve prosperar ao longo dos próximos meses. É o que sinalizou nesta quarta-feira, 27, o secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados, Diogo Mac Cord. De acordo com ele, não faltam esforços por parte do Ministério da Economia, pasta para qual responde, e do Palácio do Planalto em avançar nesse trabalho.

Leia mais: “Investimento estrangeiro no Brasil cai 50% em 2020”

Ao ser entrevistado pela rede Jovem Pan, o integrante da equipe do ministro Paulo Guedes foi taxativo ao comentar a necessidade de se privatizar, por exemplo, a Eletrobras. “O modelo estatal fracassou”, disse Mac Cord ao participar do programa Jornal da Manhã. O trecho da entrevista foi destacado na edição e hoje de Os Pingos nos Is, atração que contou com dois colunistas da Revista Oeste: Guilherme Fiuza e Augusto Nunes.

Como modelo da ineficácia de empresas seguirem sob batuta do Estado, o secretário citou a Vale. Ele lembrou o fato de a mineradora ter aproximadamente 15 mil funcionários nos tempos como estatal. Atualmente, privatizada, a companhia é responsável direta pelo emprego de mais de cerca de 60 mil brasileiros. A empresa pode, aliás, ajudar a “combater a desinformação” sobre os benefícios de se diminuir o Estado.

Fator político

Diogo Mac Cord também explicou a necessidade de se contar com o trabalho do Poder Legislativo em prol do avanço do projeto de privatizações. Em tom de lamento, afirmou que um projeto de lei que facilitaria a desestatização da Eletrobras está parado desde 2019 na Câmara dos Deputados. Segundo ele, há mais de um ano o assunto aguarda pela criação de uma comissão e de um relator.

Diogo Mac Cord é o secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados desde 26 de agosto de 2020. Anteriormente a função foi de responsabilidade de Salim Mattar, empresário que produziu artigo exclusivo para a Revista Oeste. O texto assinado por ele, “O Brasil de hoje é o resultado de 35 anos de governos social-democratas”, foi publicado na edição 43 da publicação digital.

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5 comentários

  1. O Secretário mente…e sabe disso. Não haverá privatizações nesse governo. Se quisesse já o teria feito. Salim, e agora o Ferreira Junior, saíram do governo pelo mesmo motivo dos demais…descobriram quem é Bolsonaro

  2. Há sim um meio termo a ser considerado: realmente existe um Projeto parado no Congresso desde 2019. Entretanto, já com o CENTRÃO dentro do Governo esse projeto também não avançou. Os parlamentares do Centrão ,que agora fizeram o Governo de refém, NÃO são favoráveis à privatizações e se aliam até ao PT – pasme-se- para bloquear essas pautas. Para esses parlamentares as estatais são uma fonte inesgotável de cargos e salários para o aparelhamento do estado com seus apadrinhados políticos , sem contar as Agências como a ANTT que está nas mãos- e de porteira fechada- com um dos principais líderes de Centrão candidato à Presidência do Senado, que é empresário do ramo de transportes. Dessa forma há uma dicotomia no Governo onde o Ministro da Economia e seus auxiliares lutam pelas privatizações enquanto os aliados do Presidente no Congresso lutam pelo contrário. Fica difícil para os leitores e eleitores entenderem essa falta de lógica em discursos incongruentes. Agora só nos resta aguardar para ver como essa equação Centrão versus privatizações vai funcionar e se os parlamentares irão realmente retribuir tantas benesses concedidas a eles ( como cargos e emendas)em troca dos projetos lá parados. Na verdade também esses Secretários de Desestatização abandonam seus cargos quando percebem que os anos passam e os projetos não avançam por inanição do Congresso e falta de efetividade do Governo. Essa efetividade agora se chama Centrão adotado à fórceps pelo Governo. É esperar para ver.

  3. A agenda socialista da ONU 2030, será definitivamente implantada. Então, neste caso, não mais ocorrerão privatizações e sim estatizações globais. Todos seremos súditos da ONU, receberemos um óbulo dos mega capitalistas e uma cesta básica, não se deve esquecer do leite condensado, e viveremos no paraíso socialista, pobres, porém felizes. Teremos infindáveis horas de lazer, há algo melhor do que isso?

  4. Não haverão privatizações, pelo contrário todas as empresas que sobreviverem a esse holocausto, serão todas elas estatizadas para instituições globais. Então viveremos em um paraíso socialista, pobres porém felizes, com um pequeno óbulo mensal pago pelos mega capitalistas que controlarão todas essas empresas e para completar, uma cesta básica (sem se esquecer do leite condensado). Esse pequeno óbulo, será como a tal “renda básica de cidadania” prevista pelo profeta esquerdista Suplicy. Trabalhar, trabalhar prá que?

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