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O que significa a disputa pela telefonia móvel da Oi?

Fundo de investimento norte-americano rivaliza com consórcio formado por concorrentes brasileiras
Empresas disputam o serviço de telefonia móvel da Oi | Foto: DIVULGAÇÃO
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Fundo de investimento norte-americano rivaliza com consórcio formado por concorrentes brasileiras

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Empresas disputam o serviço de telefonia móvel da Oi. Concorrentes diretas estão de olho
Foto: DIVULGAÇÃO

Companhia em processo de recuperação judicial desde 2016, a Oi se vê em meio a negociações para repassar seus ativos a outras empresas do mercado. De um lado, a Highline do Brasil, que é mantida pelo grupo de investimentos Digital Colony, dos Estados Unidos. Do outro, surge o consórcio formado pelo trio brasileiro Claro, TIM e Vivo.

Leia mais: “Operadoras de telefonia disputam compra da Oi”

Até o início do mês, a Highline tinha prioridade na negociação pela aquisição da telefonia móvel da Oi, serviço que conta com cerca de 34 milhões de clientes. Afinal, o fundo americano tinha um “acordo de exclusividade” — “acima do preço mínimo estabelecido” para a compra da Oi, o que impedia a empresa brasileira de analisar outras propostas. Mas o acordo da Oi com a Highline chegou ao fim em 2 de agosto e não foi renovado.

Concorrentes na jogada

Nos bastidores, discute-se que a Highline tem maiores chances de levar a negociação adiante. Isso porque o consórcio brasileiro pode fazer com que o processo se arraste por mais tempo. Afinal, caso seja celebrada a venda para Claro, Vivo e TIM, a comercialização só será concretizada por meio de aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), pois pode haver risco de monopólio — uma vez que as três já dominam o mercado de telecomunicações do país.

Dessa forma, contra o consórcio há a possibilidade de a negociação arrastar-se por meses. A Oi continuará arcando com os custos de sua telefonia móvel até o parecer final do Cade, que pode, inclusive, anular a venda para o trio brasileiro.

O interesse da Highline pela Oi pode ser benéfico para o consumidor brasileiro, acostumado a pagar caro pelo serviço de telefonia móvel. Enquanto um plano básico nos Estados Unidos custa em média US$ 20, no Brasil um pacote similar sai por US$ 80. Com a possível entrada do fundo americano, o valor ofertado pelo serviço ao consumidor final pode ser reduzido em todo o país, o que desagradaria a concorrência.

 

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