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Economia

Palmeiras rompe com patrocinador que tentou comprar o Master

Clube exerce direito contratual e desiste de acordo com o Grupo Fictor; financeira está em recuperação judicial

Leila Pereira, presidente do Palmeiras: clube quer evitar riscos jurídicos e financeiros | Foto: Foto: Cesar Greco/Palmeiras
Leila Pereira, presidente do Palmeiras: clube quer evitar riscos jurídicos e financeiros | Foto: Foto: Cesar Greco/Palmeiras

O Palmeiras decidiu rescindir o contrato de patrocínio com o Grupo Fictor depois de a empresa entrar com pedido de recuperação judicial. A medida foi unilateral. O clube decidiu exercer o direito contratual que previa o rompimento em caso de inadimplência ou incapacidade financeira do parceiro comercial.

Com valor de R$ 30 milhões por ano, o acordo existe desde o início de 2025. Previa a exposição da marca Fictor nos uniformes do time profissional, assim como ações de marketing junto às categorias de base. A parceria, no entanto, sofreu interrupção diante sobretudo do agravamento financeiro do grupo empresarial.

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Palmeiras: medida preventiva

Em nota, o Palmeiras afirmou que a decisão visa preservar principalmente a sua saúde financeira. Além disso, objetiva reduzir riscos jurídicos e comerciais. Do mesmo modo, a diretoria avalia medidas legais para tentar recuperar valores pendentes desde o início das dificuldades da patrocinadora.

O rompimento ocorre em um momento de atenção redobrada à gestão de receitas. Embora o clube mantenha uma posição sólida no cenário esportivo e financeiro, a perda de um patrocinador relevante abre uma lacuna no orçamento, especialmente em um calendário marcado por disputas nacionais e internacionais.

Leia também: “O Master e os manés”, artigo de Roberto Motta publicado na Edição 307 da Revista Oeste

Internamente, a avaliação é de que o episódio reforça a necessidade de critérios mais rígidos na análise de parceiros comerciais. O Fictor é uma holding financeira. Em novembro de 2025, a empresa anunciou um acordo para comprar o também liquidado Banco Master. O negócio envolveria um consórcio de investidores e um aporte planejado de R$ 3 bilhões.

Dirigentes do Palmeiras reconhecem que contratos de grande valor exigem monitoramento constante da situação econômica das empresas envolvidas, para evitar exposição desnecessária a crises externas. Com o fim do vínculo, o departamento de marketing do clube iniciou conversas com potenciais interessados em ocupar o espaço deixado pelo Fictor. 

Para o clube, o episódio é tratado como um revés pontual, sem impacto direto no planejamento esportivo. A prioridade, segundo a diretoria, é manter a estabilidade financeira e assegurar que parcerias futuras estejam alinhadas com a solidez institucional que o Palmeiras busca projetar. 

Estima-se que o balanço final de 2025 apresente uma receita acumulada de aproximadamente R$ 1,5 bilhão. Os valores incluem arrecadação com ingressos, patrocínios, premiações, direitos de transmissão e participação nas vendas de direitos econômicos de atletas.

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1 comentário
  1. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Estelionatários e bandidos são flagrados em qualquer Clube Esportivo. A lei do teto de vidro.🤪

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