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Economia

Petrobras aprova mais um aumento no preço dos combustíveis

A decisão foi tomada pelo Conselho de Administração da estatal, em reunião realizada nesta quinta-feira, 16

preços dos combustíveis
A Petrobras declarou que o valor proposto está alinhado com a atual política de remuneração aos acionistas | Foto: Lorando Labbe/FotoArena/Estadão Conteúdo

O Conselho de Administração da Petrobras aprovou nesta quinta-feira, 16, em reunião extraordinária, mais um aumento no preço do diesel e da gasolina. O valor do reajuste, no entanto, não foi informado. A previsão é de que o anúncio oficial seja feito na sexta-feira 17.

A estatal tem praticado no mercado interno preços abaixo do vendido no mercado internacional. A defasagem do diesel é de 18%, segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). O preço da gasolina, por sua vez, tem defasagem de 14%.

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Na semana passada, a Petrobras divulgou uma nota em que defende a “prática de preços competitivos” para a “garantia do abastecimento doméstico”. Em razão da alta do petróleo no mercado internacional e da valorização do dólar diante do real, a companhia pode começar a ter prejuízo caso não aplique a política de paridade de preços com o exterior.

“Sem a prática de preços de mercado, não há estímulo para o atendimento ao mercado brasileiro pelos diversos agentes do setor”, diz o documento, divulgado na quarta-feira 8. “Dessa forma, a prática de preços competitivos e em equilíbrio com o mercado é condição necessária para que o país continue sendo suprido sem riscos de desabastecimento pelos diversos agentes.”

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ICMS

Na terça-feira 14, a Câmara dos Deputados aprovou o texto-base do projeto que limita as alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) sobre combustíveis, energia elétrica, transportes, comunicações e gás natural.

Segundo a proposta, esses produtos e serviços passam a ser classificados como “bens essenciais”, e o teto do imposto estadual deve variar entre 17% e 18% (a depender da localidade). No Rio de Janeiro, por exemplo, a alíquota do tributo para a energia elétrica é acima de 30%.

A proposta determina que, até 31 de dezembro, o governo federal pague uma compensação aos Estados que eventualmente tiverem perda de arrecadação. Isso ocorrerá por meio de descontos de dívidas dos entes federativos junto à União. Com a aprovação do teto do ICMS, os governos estaduais estimam uma perda de pouco mais de R$ 80 bilhões.

O projeto é visto com bons olhos pelo Palácio do Planalto, que trabalha com a hipótese de a gasolina ter uma redução de R$ 2 na bomba. Já o diesel pode cair R$ 1, segundo o presidente Jair Bolsonaro (PL).

Leia também: “Já passou da hora de privatizar a Petrobras”, artigo de Salim Mattar publicado na Edição 108 da Revista Oeste

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13 comentários
  1. Paulo Roberto Zanetti
    Paulo Roberto Zanetti

    Nao há como deixar de ver um componente político e de confronto contra o governo nos reajustes da Petrobras. É necessario rever a questao do aparelhamento político nas empresas estatais, principalmente nos tais Conselhos de Administracao. Pior do que uma estatal, só uma estatal aparelhada.

  2. jose angelo baracho pires
    jose angelo baracho pires

    Sabem que não temos o refino e privatizar no momento é dar os 37% estatal, sem solução a médio prazo.
    Pela 1a. Vez estamos afunilando o processo, e precisamos urgentemente preparar a estatal para ser privatizada, um caminho de 5 a 8 anos no mínimo.
    Desaparelhamento é essencial nos próximos 4 anos. E temos que contar com a máxima do mago comunista Paulo Coelho, e torcermos para que o carro elétrico vingue com rapidez, o óleo volte a custar 70dolares o barril, e que em 2026 o governador de SP Tarcisio Freitas ou o Zema, gov de MG, com o apoio do craque Bolsonaro, consolidem o expurgo do comunismo no Brasil.

    1. Paulo Renato Versiani Velloso
      Paulo Renato Versiani Velloso

      Refino que o PT nos legou só mesmo o refino de coca e nada mais.

  3. Jose Carlos Rodrigues Da Silva
    Jose Carlos Rodrigues Da Silva

    Esse pessoal da Petrobrás que forma este conselho administrativo são todos petralha, o negócio deles e derrubar o presidente Bolsonaro.

  4. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    Esses caras estão de sacanagem. Claramente estão desafiando todos os esforços do governo em impedir o aumento de preços. Isso se chama sabotagem contra a sociedade.

  5. Agripino
    Agripino

    Deve ser um antro de petistas achando que vai derrubar o Bolsonaro com esses aumentos.

    Não vai adiantar nada, iremos reeleger o mito e dar maioria na câmara e no Senado para ele poder privatizar todas essas estatais.

  6. Romeu José Paludo
    Romeu José Paludo

    Onde está a planta de uma ou duas refinarias que refinem nosso óleo? Para não exportarmos toda a nossa produção e reimportar os derivados? Onde estão os engenheiros da Petrobrás? Por que não trabalham para o Brasil? A solução deve vir de dentro da Petrobrás!

    1. Luis Ricardo Zimermann
      Luis Ricardo Zimermann

      Caro Romeu, a única solução é privatizar a Petrobrás e deixar os preços dos combustíveis serem definidos pelo mercado e não pelo governo!

      1. Carlos Eduardo Brav0o Cassales
        Carlos Eduardo Brav0o Cassales

        1 exercer o poder de veto.
        2 sem dar bola as críticas.
        3. trocar os membros do conselho de administração indicados pelo Governo.
        4 mudar o estatuto da Petrobrás que garante o direito de participação dos gestores e detentores de cargos gerenciais a participação nos lucros ( não mecher na participação dos cargos inferiores para evitar convulsão.
        5 trocar os membros do setor que trabalha diretamente no cálculo dos reajustes
        6 equalizar os lucros com a exportação de petróleo para subsidiar o prejuízo com a venda no comércio interno.

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